Coletor Menstrual

Coletor 1Conheci o coletor menstrual através do vídeo da JoutJout sobre o assunto e o jeitinho dela me fez comprar a ideia (e um coletor, obviamente). Isso já tem mais de um ano e meio e posso dizer que foi uma das melhores coisas que me aconteceram na época.

Eu sou do tipo de mulher que ODEIA absorventes com todas as forças (não que eu ache que alguém gosta, mas tenho amigas que são indiferentes a eles). Para mim, menstruação era sempre um tormento gigantesco.

Absorventes externos são desconfortáveis e me causam uma alergia do caramba (você, garoto que não tem noção do que eu estou falando, tente imaginar um pedaço de algodão sujo de sangue esfregando nas suas partes íntimas por duas ou três horas sem parar e me diga se isso não lhe daria alergia também). Fora que os “sem abas” nunca ficam no lugar e eu sempre acabava toda suja e manchada. Os “com abas” pareciam nunca funcionar e além de ficar suja eu ainda tinha que aguentar aquela abinha pregando na minha perna o dia inteiro.

Em resumo: um grande pesadelo.

Os adsorventes internos são só um pouco melhor. De fato, eles não têm os mesmos desconfortos dos externos, mas eu sempre ficava com a sensação que ele estava vazando o tempo todo, mesmo tendo acabado de colocar. E, o pior de tudo, eles sugam toda a lubrificação natural da nossa vagina, nos deixando ressecadas e incomodadas.

O coletor menstrual veio para mim como uma forma de resolver todos esses problemas. Ele é feito de um material antialérgico e como ele somente coleta o fluxo menstrual (que será jogado fora no vaso sanitário depois), não deixa a vagina ressecada e dolorida.

Não vou dizer que ele não tenha seus defeitos, mas confesso que significou uma grande melhora na minha qualidade de vida.

No fim das contas, o que é o coletor menstrual?

É um copinho feito de silicone hipoalérgico que, como já foi mencionado, busca coletar o sangue menstrual – e não o absorver, como é o caso dos absorventes. Ele pode ser usado por até 12 horas seguidas e é reutilizável. Assim, a mulher não “troca” o coletor, mas sim o esvazia, lava e o insere novamente na vagina.

Ele não é muito barato, custando cerca de R$70-R$100, mas por ser reutilizável e poder ser usado por até 5 (alguns dizem 10) anos, acaba ficando bem mais em conta que os absorventes tradicionais. E, além disto, ele agride muito menos o meio ambiente, já que não gera uma quantidade extra de lixo mensalmente.

Só que nem tudo é perfeito nessa vida: a utilização do coletor faz com que as mulheres fiquem muito mais em contato com o próprio corpo (o que é um ponto positivo!) e com a própria menstruação – o que pode fazer com que algumas mulheres se sintam desconfortáveis e com bastante nojo. Eu passei pela fase do “nojinho”, mas como diria JoutJout, “nojo é uma coisa que temos que guardar para as coisas certas, tipo o Bolsonaro”.

DobrasOutro ponto negativo do coletor é que a mulher precisa estar relaxada e com um certo tempo para ele ser colocado/esvaziado. Além de precisar lavar o coletor cada vez que o mesmo é esvaziado, o processo de colocá-lo na vagina exige um relaxamento da região para que ele possa entrar corretamente, de forma que não vaze nada. No vídeo abaixo eu explico como ele deve ser colocado e retirado para que vocês possam entender melhor.

Esse último ponto traz outras duas consequências que também são um pouco incômodas: em primeiro lugar, todas as vezes que o coletor for recolocado na vagina, é preciso que a mulher verifique se ele está completamente aberto, para evitar vazamentos. Em segundo lugar (e aí já é uma opinião bem pessoal minha), acredito que ele fica quase impossível (ou, pelo menos, bastante desconfortável) de ser retirado e esvaziado em um banheiro públicos – falta espaço, falta relaxamento, falta local para lavar…

Contudo, esses pequenos “problemas” em nada afetam minha relação de amor com o coletor menstrual: continuo afirmando categoricamente que foi uma das melhores coisas que aconteceram comigo. A liberdade, a segurança e, principalmente, o conforto são MUITO MAIORES do que com os absorventes comuns.

Se você ainda não testou, vale a pena superar o “nojinho” e tentar experimentar.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

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