124 razões pinhônicas

tumblr_static_tumblr_static_filename_640.pngEssa semana eu estive relendo fanfics de Harry Potter (especialmente fanfics de Draco/Harry) e me bateu uma saudadezinha do fandom! ❤ Por conta disso, resolvi desencavar a lista de 124 razões pinhônicas – ou as 124 razões pelas quais a gente sabe que Harry e Draco devem ficar juntos – porque…

Ora, porque não?

Certas coisas merecem ser passadas para as próximas gerações!

124 Razões Pinhônicas

1. “Sr. Potter, descasque o pinhão do Sr. Malfoy” <- razão SUPREMA. (O Prisioneiro de Azkaban, pg 105)
2. Porque o Snape sabe das coisas e o Snape é o padrinho do Pinhão.
3. Harry Potter e o Príncipe Mestiço. Precisa de mais?
4. Porque o Harry estava ficando canonicamente obcecado pelo Malfoy.
5. Porque você não nota o cabelo lindo, loiro, sedoso, macio e reluzente de alguém só porque esse alguém é seu inimigo. (O Príncipe Mestiço)
6. Porque o Harry nunca disse que o cabelo de mais ninguém é sedoso.
7. Porque a relação Harry e Draco no fundo se resume a uma coisa só: Tensão-Sexual-Não-Resolvida.
8. Porque a Tensão-Sexual-Não-Resolvida precisa virar Tensão-Sexual-Resolvida.
9. Porque eles podem continuar se odiando mesmo se amando.
10. Porque o Harry é tão heterossexual que o primeiro beijo dele com uma menina foi indescritivelmente… “úmido”. (Ordem da Fênix, pg 376)
11. Porque o Harry fala com “cobras”…
12. Porque o Draco é mais importante do que o jogo de Quadribol. (Príncipe Mestiço)
13. Porque é o único shipper que tem uma cena na Torre de Astronomia. E todo mundo que já leu uma fanfic sabe o que acontece na Torre de Astronomia… (O Príncipe Mestiço, pg 458)
14. Porque o Harry precisa ver onde o Malfoy vai secretamente… (O Príncipe Mestiço, pg 306)
15. Porque o Draco jura que ainda vai pegar o Potter.
16. Porque ninguém fala “Potter” como o Malfoy.
17. Porque até o Ron sabe dos sentimentos do Jerry pelo Malfoy. (O Príncipe Mestiço, pg 327)
18. Porque o Draco não se veste de dementador para mais ninguém. (Prisioneiro de Azkaban, pg 213)
19. Porque o Draco nunca se arriscou a perder tempo e chegar atrasado no grande banquete de entrada só para quebrar o nariz de alguém. (Príncipe Mestiço)
20. Porque o Harry nunca se arriscaria a tal ponto só para ter seu nariz quebrado por alguém.
21. Porque o Harry olha estranho para as garotas junto com o Draco antes daquele jogo. (O Príncipe Mestiço, pg 323)
22. Porque as garotas olham desconfiadas pro Harry.
23. Porque o único “enigma” de HBP é como o Harry conseguiu se lembrar de comer e dormir enquanto ficava pensando no que o Draco ia fazer para ferrá-lo.
24. Porque os opostos se atraem.
25. Porque, se você parar para pensar, “Potty” até que é um apelido carinhoso. Para os padrões de um Malfoy.
26. “Knowing and hating Malfoy…” é uma sentença que diz bastante.
27. Porque ninguém fala “Shut up, Malfoy!” como o Harry.
28. Pelo aperto de mão que não aconteceu. (A Pedra Filosofal, pg 96)
29. Porque Leão e Gêmeos combinam astrologicamente.
30. Porque Draco fala demais no Harry.
31. Porque Harry pensa demais no Draco.
32. Porque Hermione parece só não ter enchido o Harry de conselhos quanto à Ginny em O Príncipe Mestiço porque sacou que o negócio dele era outro.
33. Porque Harry Potter e O Príncipe Mestiço não passa de uma big fic slash Harry/Draco.
34. Porque o Draco tem veela powers.
35. Porque ninguém pergunta a um “inimigo” “Aonde é que você vai?” quando o está seguindo… principalmente se ele está com duas garotas. (O Príncipe Mestiço, pg 323)
36. Porque depois de tantos anos, Draco ainda fica magoado e com ciúmes no final de Cálice de Fogo pelo seu Harry ter escolhido outros amigos, não ele. Se isso não é paixão, não sei mais o que é! (O Cálice de Fogo, pg 579)
37. Porque o capítulo onde Harry é “petrificado” (hohoho) por Malfoy foi claramente censurado. Muita coisa rolou além de um chute no nariz. Daí a obsessão. (O Príncipe Mestiço, pg 123)
38. Harry Potter desconfia de Snape. Porém, obsessão, só por Draco Malfoy. Nota a diferença?
39. Porque aquela história de “Arrumou uma namoradinha, Potter?” foi ciúmes mal contido. (A Câmara Secreta, pg 204)
40. Todo mundo sabe que o Harry só fica com jogadores de quadribol. A Chang, a Ginny…
41. Porque ninguém provoca no Harry o mesmo efeito que o Draco. E ninguém provoca no Draco o mesmo efeito que o Harry.
42. Por causa das mãos do Potter…
43. Porque você não nota como seu inimigo está abatido só porque você o odeia. (O Príncipe Mestiço, pg 372)
44. Porque o Harry ficou chocado demais ao ver seu inimigo frio e insensível chorando com desespero. (O Príncipe Mestiço, pg 409)
45. Porque quem espera sempre alcança, e o Draco passou seis anos esperando ser notado pelo Harry.
46. Porque nada mais “entre tapas e beijos” do que o Pinhão.
47. Porque o Harry ficou preocupado com o Draco quando lançou o Sectumsempra nele. (O Príncipe Mestiço, pg 410)
48. Porque o Harry não ficou rapidamente obcecado por mais ninguém. (O Príncipe Mestiço, pg 306)
49. Porque as reações do Ron são sempre divertidas.
50. Pois o Malfoy foi o primeiro bruxo da sua idade que Harry conheceu, e amor à primeira vista é o clichê que J.K. adora usar. (A Pedra Filosofal, pg 70)
51. Porque os dois têm alguma relação com cobras *Harry fala com elas e Draco é um sonserino*
52. Porque o Hagrid é um puta amigo do Harry, mas ele não teve coragem de quebrar o Draco quando esse chamou o grandão lá de imbecil. (A Pedra Filosofal, 71)
53. Porque o Malfoy é o único pomo de ouro que o Harry ainda não conseguiu agarrar.
54. Porque JK gosta de provocar o slashfandom e inventou-os assim de propósito.
55. Porque a popularidade do Pinhão é maior que a de muitos casais efetivamente formados nos livros.
56. J. K. já disse que estranha tantos gostarem do Draco. Ele é mau, não é? E J. K. sempre mostra nos livros que o Harry adora perigos.
57. Porque, quando o Harry vê a Ginny, o monstro do estômago dele dança a conga. Quando ele vê o Draco, fica tão absorto que nem percebe os monstros. (O Príncipe Mestiço, pg 419)
58. Porque nenhum outro shipper causaria tanta discórdia se os dois resolvessem se assumir.
59. Porque Draco Malfoy é o único basilisco que o Harry não consegue dissuadir.
60. Porque depois de tanto ódio e obsessão acumulada por seis anos, bastou ver o Draco baixar a guarda para o Harry perdoá-lo. E como todos sabem, o amor perdoa tudo. (As Relíquias da Morte)
61. Porque não adianta nada sobreviver se você não se diverte um pouquinho.
62. Para um jovem tão refinado, ocupado, superior e sangue-puro, Draco se interessa demais por um amante de trouxas mestiço de testa rachada.
63. Para um grifinório nobre e corajoso, Harry se interessa demais por um metidinho ordinário.
64. Porque Pinhão faz bem pra saúde: te deixa feliz e ocupa tua mente.
65. “Aonde é que vc andou?” indagou Gina. 
“Encontrei Malfoy”
“E daí?’ 
“E daí que eu queria saber por que ele estava no castelo com duas garotas enquanto todo mundo está aqui embaixo…” 
“E isso faz diferença agora?” 
“Bem, provavelmente não vou descobrir, não é mesmo?” 
Porque essa cena fala por si só! (O Príncipe Mestiço, pg 323)
66. Porque alguém precisa explicar pro Harry como fazer para domar o seu cabelo.
67. Porque o nome dos dois juntos fica uma graça se vocês os juntar: Sr Draco Potter, Sr Harry Malfoy.
68. Porque, se você pensar um pouco, há pistas desde o primeiro livro.
69. Porque a obsessão é uma coisa linda.
70. Porque até os críticos de literatura já perceberam.
71. Porque Pinhão é mais divertido do que muito casal hétero.
72. Porque, se por algum milagre da natureza eles tivessem filhos, eles seriam lindos!
73. Porque, sendo clichê, a linha que separa o amor do ódio é muito fina. Mesmo.
74. Porque o Draco é a única pessoa que trata o Harry da maneira que ele sempre quis ser tratado: como um garoto normal.
75. Porque o Draco precisa de alguém que saiba colocá-lo em seu lugar.
76. Porque o Harry precisa de alguém que saiba colocá-lo em seu lugar.
77. Porque quando o Dumbledore fez o discurso sobre a morte do Cedric, o Grande Salão inteiro se voltou para olhar para ele… enquanto o Harry olhava para o Malfoy. (O Cálice de Fogo, pg 574)
78. De Harry Potter e o Cálice de Fogo, pg 201: “Viktor Krum e seus amigos tinham se acomodado na mesa da Sonserina. Harry podia ver que Malfoy, Crabbe e Goyle pareciam muito satisfeitos por isso. Enquanto ele olhava, Malfoy se inclinou para falar com Krum.” Música de fundo: “Mas eu me mordo de ciúmes…”
79. Porque a voz do povo é a voz de Deus e a seção com mais postagens do fórum é a nossa.
80. Porque o “You’re pathetic” do Harry no filme não engana ninguém.
81. “You think you’re such a big man, Potter,” said Malfoy, advancing now, Crabbe and Goyle flanking him. “You wait. I’ll have you.” (Ordem da Fênix, pg 750, Australian edition)
82. Porque o Harry faz o Dobby ficar sem dormir pra poder vigiar o Draco e trazer notícias pra ele em primeira mão. “Quero saber onde ele vai, com quem se encontra e o que faz. Quero que o sigam vinte e quatro horas por dia.” (O Príncipe Mestiço, pg 330)
83. De O Príncipe Mestiço, pg 119: “e ficou observando Pansy alisar para longe da testa os cabelos louros e sedosos de Draco…”. Ahá!
84. Porque até papi Lucius sabe que Draquinho é louco pelo Potty. Trecho da Câmara Secreta, pg 49:
Draco: …wonderful Potter with his scar and his broomstick’ 
Lucius: ‘You have told me this at least a dozen times already.’ 
85. Draco, em O Prisioneiro de Azkaban: “The Dementors send their love, Potter!” Dementadores. Ha. Quem você pensa que engana, Malfoy? Então é por isso que você foi se vestir de dementador depois, hein?
86. “Mas e a garota Weasley? Que é que ela tem de especial?” (O Príncipe Mestiço, pg.120) Oh, ciúmes! (porque o Draco e mais meio mundo sempre souberam da quedinha da Ginny pelo Harry).
87. Porque enquanto Celestina Warbeck se esgoela no rádio cantando canções caldeirões, amores quentes e fortes e corações quebrados, o Harry decide conversar com Ron e Mione sobre… o Draco. XD (O Príncipe Mestiço, pg 259)
88. Porque quando o Harry está com raiva, ele sempre culpa primeiro o Malfoy ou algo ligado a ele.
89. Comentário da Rowling ao ouvir uma pergunta sobre se o Draco poderia ser redimido no final do sétimo livro: “Oh, you girls and Draco Malfoy…” (*roda os olhos*). Ou seja, esse desdém todo só pode ser explicado porque no fundo ela sabe que o Draco não gosta de garotas…
90. Porque se não houvesse o Draco em Harry Potter, não haveria alguém para o Harry amar e odiar ao mesmo tempo, um amante e inimigo, uma obsessão, que nunca será passageira. Ou seja: se não houvesse Draco em Harry Potter, HP não seria o original HP!
91. De “Pedra Filosofal”, Malfoy marcando o duelo de bruxos com o Potty (fora de contexto, porque contexto é para os fracos): “I’d take you on any time on my own,” said Malfoy. “Tonight, if you want”. Não se preocupa nem em disfarçar, hein, Malfoy?
92. E aquela história dos garotos sempre pegarem no pé de quem gostam, ahn? E tem alguém que pegue no pé de Harry mais que Draco? Sua vida escolar parece se resumir a isso.
93. Gina teve de praticamente virar a popular da escola, virar a fodona no quadribol, conseguir um ar “cool” e ficar com metade dos garotos pra ser finalmente notada por Harry apenas no sexto ano. Draco foi desde a primeira vista.
94. “For the last time, just forget about Malfoy” Hermione para o Harry em O Príncipe Mestiço, pg. 473, edição americana. Porque o Harry está pior do que adolescente apaixonada, não consegue falar de outra coisa…
95. Porque Harry é o único a despertar o alter ego boxeador de Draco Malfoy.
– Você se acha um grande homem, Potter – disse Malfoy avançando agora, ladeado por Crabbe e Goyle. – Espere só. Vou arrebentar você. Pensa que pode meter meu pai na prisão… Ordem da Fênix, pg 688.
96. Porque Harry aprendeu a ser sarcástico com Draco.
– Você vai me pagar – disser Malfoy em um tom que era quase um sussurro – Vou fazer você pagar pelo que fez ao meu pai…
– Bom, agora fiquei aterrorizado – disse sarcatiscamente. (Ordem da Fênix, pg 688)
97. Porque eles discutem a relação no meio do corredor de Hogwarts.
Harry acabara de descer o último degrau de mármore para o Saguão de Entrada quando Malfoy, Crabbe e Goyle surgiram por uma porta direita que ele sabia que elevava à sala comunal da Sonserina. Harry se imobilizou; o mesmo fizeram Malfoy e os outros. Os únicos sons que se ouviam eram os gritos, as risadas e os mergulhos que entravam no saguão pelas portas abertas. 
Malfoy olhou para dois lados – Harry sabia que o garoto estava verificando se havia professores – e depois para Harry, e disse em voz baixa. 
– Você está morto, Harry. (Ordem da Fênix, pg 687).
98. Harry pensa que a idéia de seguir Zabini com sua capa de invisibilidade para poder espiar o que Malfoy estava fazendo no compartimento do trem indo para Hogwarts é “imprudente, mas potencialmente maravilhosa” (O Príncipe Mestiço, pg 118). Em outras palavras: Voyeur Perva Pride!
99. Porque o Slughorn, como bom sonserino que é, tentou avisar o Malfoy de como Potter estava gamado nele e que podia ser perigoso se ele não retribuísse: “Ah, sim – (Slughorn) confirmou solenemente com a cabeça para Malfoy e Nott, que riam, descrentes – Quando vocês tiverem visto tanto da vida quanto eu, não subestimarão o poder do amor obsessivo”. (O Príncipe Mestiço, pg 148). E nós sabemos que professores de poção manjam tudo de pinhão. (até rimou!)
100. Porque o Draco não apenas fica com ciúmes do seu Harry ter sido convidado por Slughorn para uma festinha como ainda dá a maior bandeira dos seus verdadeiros sentimentos por Harry “My Precious” Potter. “Potter, o precioso Potter, obviamente ele queria dar uma olhada no ‘Eleito’ – desdenhou Malfoy” (O Príncipe Mestiço, pg. 120). Desdenhou. É claro.
101. Amortencia é a poção de amor mais potente do mundo, certo? E Hermione explica que o cheiro dela para cada um é diferente, de acordo com o que atrai essa pessoa. Agora, olhem só que coincidência: Harry estava comendo torta de caramelo no banquete do Grande Salão quando olhou para Malfoy e “sentiu suas entranhas escaldarem” (Entranhas, é?). Logo em seguida, ele pensou: “O que não daria para enfrentar Malfoy de homem para homem” (O Príncipe Mestiço, pg. 131). Agora, quando o Harry sente o cheiro de Amortencia na aula do Slughorn, no que é que ele pensa? Isso mesmo, senhoras e senhores, “torta de caramelo”. E, não menos sugestivamente, “resina de madeira em cabo de vassoura” (pg. 146). Cabo de vassoura. Resina de madeira. Draco Malfoy suado depois de um treino de Quadribol. Provavelmente coberto de torta de caramelo. Eu não falo mais nada…
102. Porque na manhã do enterro de Dumbledore, enquanto deus e o mundo estavam deprimidos pela despedida do velho, o Harry está pensando… no Draco! “Toda animosidade convergia para Snape, mas [Harry] não esquecera o medo na voz de Malfoy no alto da torre. Harry não acreditava que Malfoy teria matado Dumbledore. Continuava a desprezar o garoto pela sua fascinação pelas Artes das Trevas, mas uma minúscula gotinha de piedade já se misturava ao seu desagrado. Perguntava-se onde estaria Malfoy agora, e o que Voldemort estaria obrigando-o a fazer, sob ameaças de morte a ele e à sua família”. Minúscula gotinha? Sei. E obviamente a última parte foi editada. Ele se perguntava também com quem Malfoy estaria, se seus cabelos continuavam sedosos, se ele ainda estava interessado na sua torta de caramelo… (O Príncipe Mestiço, pg 501)
103. Porque o Harry VOLTA para salvar o Draco do incêndio. (Relíquias da Morte)
104. Porque Draqueeenho mente para papai que não reconheceu o Pottah para salvá-lo (*confirmado pela J.K.*) (Relíquias da Morte)
105. Porque o Draco se agarra com tanta força ao Harry que dói. (Relíquias da Morte)
106. Porque quando o Harry limpa o malão dele, os caquinhos do espelho que Sirius deu pra ele viraram purpurina, nas palavras da nossa incrível e amada tradutora. (Relíquias da Morte)
107. Porque quando Harry vê Draco torturando o comensal através da mente de Voldemort, a face fina e pálida do sonserino fica “gravada em sua retina”. (Relíquias da Morte)
108. Porque o Harry pensa no Draco como… DRACO. (durante praticamente toda a série)
109. Porque o Potter ganhou a varinha do Draco. A Tia JK mesmo disse,a varinha do Draquinho PERTENCE ao Pottah…não à mulher dele! (Relíquias da Morte)
110. Porque, na sala precisa, o Draco surta pede em capslock para que o Crabbe e o Goyle “DON’T KILL HIM”. Porque é lógico que ele não suportaria que nada acontecesse com um fio de cabelo bagunçado do Pottah. (Relíquias da Morte)
111. Porque já diz a sabedoria do fandom que é a varinha que escolhe o bruxo. E o seu namorado.
112. Porque todo mundo sabe que rolou uma encoxada nervosa naquele vôo de vassoura. (Relíquias da Morte)
113. Porque aquele aceno de cabeça do Draco para o Harry no epílogo totalmente quis dizer: “Te encontro daqui a meia hora no lugar de sempre, Cicatriz”. (Relíquias da Morte)
114. O capítulo do “Sectumsempra” (aka Tensão Sexual Não-Resolvida) de O Príncipe Mestiço (aka a Bíblia do Pinhão) é curiosamente o de número vinte e quatro. (pg 403)
115. Porque o Harry é tão heterossexual que foi um dos pouquíssimos garotos no Salão Principal a ficar totalmente indiferente aos veela powers de Fleur Delacour, em O Cálice de Fogo. (pg 203)
116. “Harry estava tão ocupado em observar Malfoy que não reparou que Goyle se esticara para alcançar seu malão” (O Príncipe Mestiço, pg. 122). Certo, porque o Goyle é realmente uma pessoa muito pequena e fácil de passar despercebida, especialmente se ele estiver se esticando na sua frente. Isso quer dizer uma coisa, basicamente: Pottah estava tão ocupado secando o Draco que podia passar uma manada de hipogrifos dançando balé na frente dele que ele não iria nem reparar.
117. “Ginny: – (…)Melhor ainda, Malfoy não vai jogar, está doente!”
“-Quê! – exclamou Harry, virando-se para olhar Gina. – Está doente? Que é que ele tem? (O Príncipe Mestiço, pg. 230)” Isso, Pottah, porque quando o resto do time está comemorando a ausência de um jogador do time rival o normal é mesmo se preocupar em saber o que o mencionado jogador de cabelos loiros sedosos tem.
118. “Harry retribuiu (Ginny) com um sorriso distante, mas, ao vestir o uniforme vermelho, seus pensamentos estavam longe de Quadribol. Uma vez Malfoy alegara que não podia jogar por causa de um ferimento, mas naquela ocasião conseguira que a partida fosse remarcada para uma data mais conveniente à equipe da Sonserina. Por que agora estava deixando um substituto jogar? Estaria mesmo doente ou era fingimento?”. Foco, Pottah, foco! (O Príncipe Mestiço, pg 203)
119. Na aula de aparatação, Harry aproveita a bagunça ao redor para se posicionar “atrás de todo mundo” e “bem perto de Malfoy”. Porque obsessão pouca é bobagem. (O Príncipe Mestiço, pg 301)
120. Harry mata aulas e faz visitas “desnecessárias” ao banheiro porque fica pensando no Draco e vai para espiar o nome dele no mapa do Maroto e saber o que ele estava fazendo. Sou só eu ou mais alguém entende o subtexto dessa cena? XD (O Príncipe Mestiço, pg 304)
121. E agora a prova de que J.K. Rowling deliberadamente coloca mensagens subliminares para as slashers nos livros. Descrição da cena do Sectumsempra em inglês: “Blood spurted from Malfoy’s face and chest as though he had been slashed with an invisible sword”. Porque a Rowling sabia que por causa dessa cena o Draco ia ser “slashed” com o Pottah mais do que nunca. Só faltou o lacinho vermelho e a dedicatória da J.K.
122. Porque o Draco faz um bottom com o nome do Harry só pra poder usar. XD (O Cálice de Fogo, pg 238)
123. A Ordem da Fênix, pg 96: o Harry vê a árvore genealógica dos Black e NEM POR UM SEGUNDO percebe que a família dele está na árvore, ali, pertinho dos avós do Sirius. Não… Pra quê prestar atenção num Potter se tinha um Malfoy ali pertinho?
124. Todas as anteriores e mais infinitas razões posteriores.

Porque ninguém duvida que Harry e Draco deveriam ficar juntos!!!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Casa Palmer – Bicéfalo

Outro dia eu escrevi aqui sobre Licópolis, o primeiro volume da série Casa Palmer, lançado pela Simone Lore e pela Lud Mills em 2015. Eu lembro que comentei algo sobre o livro ser “aquela coisa que a gente gosta tanto que precisa dividir com o mundo”.

Pois então.

Bicéfalo, o 2º volume da série, é possivelmente MELHOR que Licópolis.

A história de Bicéfalo começa bem na continuação de onde o 1º livro parou, contando mais sobre o funcionamento da Casa Palmer e suas articulações para a vingança contra a morte dos lobos. Nós conhecemos um pouco mais, também, do “resto do mundo” – os membros da Casa Palmer se veem obrigados a viajar para outras casa por conta de eventos sociais e, nesses momentos, coisas muito legais (que eu não vou spoilar aqui agora) acontecem.

Como eu disse no vídeo de review, a relação entre os dois livros é muito próxima – no 2º volume nós vemos o desenrolar de vários conflitos que surgiram em Licópolis.

Alguns novos personagens aparecem também, aumentando o universo da história e trazendo um pouco mais de entendimento para ele, mas o final do livro é simplesmente de tirar o fôlego.

MELDELS.

Sem spoilers, o que eu posso dizer é que não estou me aguentando de tanta tensão para que elas lancem o terceiro volume logo para que eu possa ler.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Casa Palmer – Licópolis

Sabe aquela coisa que a gente gostou tanto que precisa dividir com todo mundo? Essa é a minha relação com Casa Palmer. O primeiro livro da série (Licópolis) foi lançado em 2015, pela Simone Lore e pela Lud Mills, duas autoras brasileira que eu conheço já tem algum tempo. Eu demorei um tempo pra começar a ler o livro, mas agora que eu finalmente comecei (e já terminei o segundo), estou naquela fase “louca para lançar o próximo”.

Bem resumidamente, Casa Palmer se passa em uma Terra em que, há muitos anos atrás, os vampiros viviam junto dos humanos, escondidos por meio de um feitiço. Um dia, esse feitiço cai e começa uma guerra entre humanos e vampiros – que os humanos perdem.

Atualmente, a sociedade é dividida entre três “castas”: os perenni, que são os vampiros; os durari, humanos que decidiram se aliar aos vampiros em troca de claret (sangue vampiro); e os consumeri, humanos que não fizeram o pacto dos durari, e são usados como alimento pelos perenni. Existem ainda alguns humanos que são considerados “rebeldes”, pois se escondem dos perenni e ainda tentam lutar contra eles.

A história do primeiro livro começa na Casa Palmer, uma das mais poderosas Casas dos vampiros, que é controlada pelo Mestre Andrew. Durante uma festa em homenagem Georg Lion (o mais poderoso dos perenni), os membros da Casa Palmer têm uma discussão com um perenni de outra Casa, que é colocado para fora.

Na manhã do dia seguinte, descobrem que vários Lobos da ilha (o animal símbolo da Casa Palmer) foram mortos por veneno – inclusive os filhotes do casal alfa e a beta que cuidava deles. O principal suspeito é o perenni que ocasionou a discussão no meio da festa.

Licópolis é um livro bem curtinho e bem fácil de ler, apesar de que eu achei que faltou um pouco mais de ambientação na história. Conversando com a Simone no facebook depois, ela me comentou que era para o livro ser maior, mas ele estava ficando grande demais, por isso ela e a Lud resolveram dividir a história no meio e lançar dois livros. Isso me deixou com a esperança dos próximos livros terem mais informações sobre a guerra, os rebeldes e a sociedade deles como um todo.

Outra informação interessante: os personagens principais e vários outros da história são gays – como eu disse, o Andrew é casado com o Christian. A slasher/fangirl que há em mim ficou louca com isso.

Por outro lado, eu achei que tem poucas mulheres em papeis centrais da história. Dos personagens que mais aparecem, você tem uma das senhoras de Casa (que é uma mulher trans, o que eu amei) e uma durari, que não aparecem tanto assim. Contudo, ambas trazem algumas questões profundas e muito legais para a história.

De novo, conversando com a Simone, ela comentou que existe, sim, um motivo para isso, então eu estou ansiosa para ler os próximos livros.

Em resumo: Licópolis é um livro sensacional, com uma história muito envolvente, que eu recomendo demais (tem pra comprar aqui e aqui). É o primeiro livro de uma série que promete muito – inclusive uma guerra que parece que vai ser épica!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Livros que li em 2016

Em algum post de corrente perdido no Facebook, eu desafiei meus amigos a me indicarem um número de livros que eu teria de ler no ano de 2016. Como eu tenho amigos (e primos – alô, Lucas!), eu tive que limitar a brincadeira, mas ainda assim acabei com 36 livros para ler até o fim do ano.

Confesso que não consegui cumprir minha meta. Foram 30 livros lidos neste ano de 2016, mas eu queria dividir com vocês mesmo assim.

Os livros que eu já fiz review (seja aqui no blog ou lá no canal) vão estar com o link para ela. Espero que vocês gostem.

  1. Batalha do Apocalipse, por Eduardo Spohr.
  2. Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida, por Eduardo Spohr
  3. Filhos do Éden – Anjos da Morte, por Eduardo Spohr
  4. Filhos do Éden – Paraíso Perdido, por Eduardo Spohr
  5. Star Trek – Portal do Tempo, por A. C. Crispin
  6. Pactos Cruéis V.1 – Jornada pelo Caminho do Vento, por Sérgio Santos
  7. O Segredo de Carol, por Sérgio Santos
  8. Nefer, o Silencioso, por Christian Jacq
  9. A Mulher Sabia, por Christian Jacq
  10. Paneb, o Ardoroso, por Christian Jacq
  11. O Lugar da Verdade, por Christian Jacq
  12. Um Estudo em Vermelho, por Sir Arthur Conan Doyle
  13. Avalon High, por Meg Cabot
  14. O signo dos 4, por Sir Arthur Conan Doyle
  15. O Faraó Negro, por Christian Jacq
  16. As aventuras de Sherlock Holmes, por Sir Arthur Conan Doyle
  17. Casa Palmer V.1 – Licópolis, por Simone Lore e Lud Mills
  18. As memórias de Sherlock Holmes, por Sir Arthur Conan Doyle
  19. Academia de Vampiros V. 1 – O Beijo das Sombras, por Richelle Mead
  20. Academia de Vampiros V. 2 – Aura Negra, por Richelle Mead
  21. Academia de Vampiros V. 3 – Tocada pelas Sombras, por Richelle Mead
  22. Academia de Vampiros V. 4 – Promessa de Sangue, por Richelle Mead
  23. Academia de Vampiros V. 5 – Laços do Espírito, por Richelle Mead
  24. Academia de Vampiros V. 6 – Último Sacrifício, por Richelle Mead
  25. Fangirl, por Rainbow Rowell
  26. Casa Palmer V. 2 – Bicéfalo, por Simone Lore e Lud Mills
  27. O Retorno de Sherlock Holmes, por Sir Arthur Conan Doyle
  28. Animais Fantásticos e Onde Habitam, por Newton Scamander
  29. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, por J.K. Rowling, Jack Thorne and John Tiffany
  30. La Bodega, por Noah Gordon

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: O Faraó Negro

farao-negroComo vocês já devem saber, eu sou uma grande fã das séries de livros Ramsés e A Pedra da Luz, de autoria do Christian Jacq. A Pedra da Luz, inclusive, está em 3º lugar na minha lista de séries de livros preferidas da vida, perdendo apenas para O Senhor dos Anéis e Harry Potter. Tendo um bom histórico de “leituras” com o Jacq, resolvi pegar pra ler O Faraó Negro, livro de 1998, publicado pela Editora Bertrand Brasil.

Que decepção.

A história é bem fraca – em resumo, o Egito está dividido. O Baixo Egito (no delta do Nilo) é controlado por várias tribos líbias e o Alto Egito (principalmente a cidade de Tebas) vive sob as ordens do Faraó, um núbio. Um dos líderes líbios (Tefnakht) consegue reunir os demais sob uma mesma bandeira, com o objetivo de invadir o Alto Egito e unificar o país. O Faraó Piankhi, então, sai da Núbia com seu exército para defender o seu território e recuperar a área do Baixo Egito.

O problema é que nenhum dos personagens é carismático o suficiente para fazer com que o leitor se identifique e torça por ele. Não há nenhuma história pessoal realmente apaixonante.  Piankhi me pareceu uma tentativa de trazer o esplendor de Ramsés que não colou. E Tefnakht é um inimigo tão “meh” quanto o Ronan de Guardiões da Galáxia.

Além disso, as motivações são fracas e, na maior parte do tempo, não fazem muito sentido. Um exemplo claro disso é a personagem Aurora, que teve o pai morto pela guerra promovida por Tefnakht e foi violada por um dos homens mais próximos de Tefnakht, mas se apaixona por ele mesmo assim, pela “glória das Duas Terras”.

Aham, senta lá, Cláudia.

O final também é bem decepcionantes. As “batalhas” (se é que posso chamar assim) que acontecem ao longo da história são tão medíocres que a todo tempo eu me perguntava: porque eu estou lendo esse livro mesmo? Em determinados momentos dá uma vontade muito forte de pular para o último capítulo, só para saber o que acontece e pronto.

Deveria ter feito isso. Teria me poupado um tempo enorme.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Pactos Cruéis 01

A Jornada pelo Caminho do Vento é o primeiro volume da trilogia Pactos Cruéis, lançado em 2015 pelo Sérgio Santos. É uma série que se passa em um mundo fantástico, bem digno d’O Senhor dos Anéis ou d’As Crônicas de Gelo e de Fogo.

O livro nos conta sobre os irmãos Maule e Ilana, que saem de sua cidadezinha no sul do país (que está sendo assolada por uma praga terrível) para ir atrás de algo que foi tomado deles. Durante a sua jornada, o leitor é apresentado aos “Essenciais” – criaturas míticas (quase como deuses) que emprestam seu poder aos homens em troca de um preço. Só que esses Essenciais são especialistas na arte da dissimulação e da fraude, o que faz com que os preços cobrados sejam sempre superiores aos desejos atendidos (por isso o nome do livro, Pactos Cruéis).

Uma verdade: eu sou a louca do livro de fantasia. É meu gênero literário favorito de todos (alou, pessoa da geração Harry Potter falando aqui), mas nos últimos tempos eu tenho achado difícil achar um livro de fantasia que seja bom. Nesse contexto, Pactos Cruéis foi um milagre dos céus, porque meldels QUE LIVRO SENSACIONAL!!!

Eu comecei a ler e não consegui mais parar! A história é envolvente, a ambientação é incrível e os personagens são muito carismáticos. Recomendo para todo mundo, porque vale muito a pena ler esse livro.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: A Pedra da Luz

O que dizer dessa coleção de livros que é a minha terceira favorita em todo o mundo (perdendo apenas para Harry Potter e O Senhor dos Anéis)?

A Pedra da Luz é uma série de quatro livros, escrita pelo Christian Jacq (o mesmo autor de Ramsés) e publicada pela Bertrand Brasil. A história se passa no Lugar da Verdade, uma confraria egípcia altamente secreta, responsável por escavar as moradas eternas dos Faraós no Vale dos Reis. Somente os artesãos e sacerdotisas escolhidos pela deusa Mâat e aceitos pelo Tribunal de Admissão podem adentrar em seus muros e conhecer os segredos das profissões ali desenvolvidas, que são guardados a sete chaves.

O primeiro volume, Nefer, o Silencioso, conta sobre o pedido de admissão de Silencioso (um filho de um artesão que saiu do vilarejo buscado o chamado da deusa) e de Ardoroso (filho de um fazendeiro que tem o desejo de ser pintor) aos quadros da confraria. Nesse volume também somos apresentados a Mehy, um tenente do exército egípcio, que tem como missão de vida destruir o Lugar da Verdade e roubar a Pedra da Luz, o grande tesouro da confraria.

O segundo volume, A Mulher Sábia, relata a instabilidade política ocasionada pela morte do Faraó e as incertezas que os artesãos passam nesse período. Temos, também, a escolha de uma nova Mulher Sábia – a protetora e mãe de todos no vilarejo.

No terceiro volume, Paneb, o Ardoroso, novamente o vilarejo vive momentos de incerteza, tendo em vista as várias oscilações de poder no Egito. Além disso, suspeita-se da existência de um traidor entre os artesãos, o que pode colocar toda a Obra em risco.

No último volume, Lugar da Verdade, temos um novo mestre-de-obras sendo escolhido pelo Tribunal, além de vários perigos que nascem da urgência de Mehy e do traidor de roubarem os segredos da confraria. Um novo Faraó é coroado e caba ao novo mestre-de-obras manter seus artesãos no caminho de Mâat para garantir a execução da Obra.

Como eu já disse nesse texto: eu amo essa série. Ela tem ação, tem misticismo, tem um toque de realidade e de história – enfim, tudo o que eu gosto num livro. A ambientação (assim como no Ramsés) é muito boa. O leitor tem realmente a sensação de ler algo que realmente se passou no Egito Antigo – mesmo com todas as “manifestações divinas” do texto.

Essa é uma daquelas recomendações que eu faço para todo mundo que goste de ler.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Ramsés

Ramsés II (ou Ramsés, o Grande) foi um dos faraós da XIX dinastia egípcia e reinou, aproximadamente, entre 1279 a.C. e 1213 a.C. Seu reinado foi um dos mais notórios do Antigo Egito, com seu nome ressoando até os dias de hoje – sendo que uma parte de sua fama atual advém do romance Ramsés, escrito pelo egiptólogo Christian Jacq e lançado em 1995.

Em seus cinco livros (O filho da luz, O templo de milhões de anos, A batalha de Kadesh, A dama de Abu-Simbel e Sob a acácia do ocidente) Ramsés reconta a trajetória do Faraó Ramsés, o Grande, desde sua adolescência (antes de se tornar faraó) até a sua morte, no final do seu reinado. A história perpassa pelas provações enfrentadas pelo jovem Ramsés, seu casamento com Nefertari, as tentativas de seu irmão de tomar trono, a guerra com os hititas, traições de amigos e até a presença grega em seu território.

O autor, Christian Jacq, é egiptólogo, o que torna a ambientação do texto (especialmente quando falamos de hábitos locais e da localização dos fatos) bem confiável. Contudo, vale sempre lembrar que Ramsés é um romance fictício e, como tal, possui INÚMERAS diferenças com a realidade dos fatos da época.

A primeira grande diferença com a realidade é o intenso misticismo que permeia a história. Por diversas vezes os deuses interferem na trama da história e a magia é claramente utilizada como explicação de vários pontos (até mesmo com algumas sacadas que te fazem pensar “uhum, sei”). Outro ponto a ser destacado é o êxodo dos hebreus, que não aconteceu na época de Ramsés, o Grande, mas ainda assim é trazido como um elemento da história.

Apesar disso (ou talvez por isso), como fã de literatura fantástica e de história antiga, eu me apaixonei perdidamente pela série. Vale cada minuto de leitura

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Filhos do Éden

Em 2000 e alguma coisa, Eduardo Spohr tentou escrever uma continuação para o seu livro A Batalha do Apocalipse. A história de Ablon, o anjo guerreiro, contudo, parecia completa. Nada além do que já havia sido fe-haescrito parecia valer um novo romance inteiro.

Foi quando lhe surgiu a ideia de explorar outra parte do mundo criado pel’A Batalha: a guerra entre o Arcanjo Miguel e seu irmão, o Arcanjo Gabriel. Dessa ideia nasceu a trilogia denominada Filhos do Éden, que segue a história da Arconte Kaira, uma ishim (anjos elementais) da província do fogo, que se perde em meio a uma missão que lhe foi passada pelo Arcanjo Gabriel.

O primeiro livro da série, Herdeiros de Atlântida (2011), versa sobre a busca da Arconte pelos anjos Levih, um ofanim (anjosfe-am da guarda), e Urakim, um querubim (anjos guerreiros). No meio do caminho, eles recebem a ajuda de Denyel, um querubim que foi exilado na Terra quando do começo da disputa entre Miguel e Gabriel.

O segundo livro, Anjos da Morte (2013), conta duas histórias em paralelo: a primeira reconta a vida de Denyel como um dos Anjos da Morte de Miguel; tudo isso enquanto vemos como Kaira, Urakin e Isamel, um hashmalim (anjos punitivos), buscam terminar a missão dada a eles por Gabriel ao mesmo fe-pptempo em que procuram por um amigo perdido.

O último livro da saga, Paraíso Perdido (2015), traz a figura de Metatron, o Primeiro Anjo, aquele do qual nasceram todos os demais anjos do Paraíso. E a missão de Kaira e dos demais anjos é justamente capturar o Primeiro Anjo, que jurou destruir o paraíso.
Assim como seu primeiro livro, a série Filhos do Éden é empolgante e envolvente para o leitor (eu juro: li os três livros inteiros em uma semana porque não conseguia parar de ler!). Repleto de ação e aventura e ainda mais contos místicos e histórias fantástica que A Batalha, Filhos do Éden é outro “obrigatório” para todo fã de fantasia e aventura que há por aí.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: A Batalha do Apocalipse

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A Batalha do Apocalipse é um livro escrito pelo Eduardo Spohr (brasileiro!) em 2007 e publicado pela Editora Verus. Ele conta a história da (tchãm, tchãm, tchãm) batalha que ocorre nos céus quando da chegada do Apocalipse.

O livro é focado na história de Ablon, um anjo da casta dos querubins (anjos guerreiros), que, há milênios atrás, decidiu começar uma guerra contra o tirano Arcanjo Miguel. Por esta rebelião, Ablon e os anjos que o apoiaram foram expulsos do Paraíso e condenados a viver para sempre na Haled (como os anjos chama o plano físico, a Terra).

Temos então duas narrativas acontecendo ao mesmo tempo: a trajetória de Ablon na Terra, desde a antiga Babel (a da Torre, lembra?), onde ele conheceu a feiticeira Shamira, até quase os dias de hoje; e o “tempo de hoje” do livro, que mostra os acontecimentos recentes que resultam na grande e prevista “Batalha do Apocalipse” – uma guerra entre os anjos do paraíso de tamanhas proporções que tem o poder de destruir a realidade como a conhecemos. As duas partes se entrelaçam de uma forma maravilhosa, tornando o livro inteiramente dinâmico e divertido de se ler.

Ablon é o típico herói com princípios, mas que não tem pudores em fazer o que for necessário para alcançar o seu objetivo – salvar a raça humana. Suas reminiscências do passado são envolventes e agradáveis, fazendo com que o leitor torça por este personagem exilado.

Pessoalmente, o que eu mais gosto nesse livro são algumas “interpretações” de fatos bíblicos que tornam a história muito mais interessante. Os “sete dias da criação” são um exemplo claro dessa situação: na obra, “dia” é utilizado como uma metáfora, já que cada um dos dias da criação, na realidade, durou milhares de anos. Eu poderia citar outros exemplos (melhores e mais chocantes), mas não quero que o livro perca sua graça.

Em resumo: A Batalha do Apocalipse é um livro que vem falar sobre política e guerra entre os anjos e é repleto de aventuras e batalhas épicas. Várias das cenas descritas são de tirar o fôlego do leitor.

Mais do que recomendado, eu me atrevo a dizer que ele deveria se tornar um obrigatório a todos os fãs de aventura e fantasia literária.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan