#minhaopinião: Wish

Na lista de mangás “fofinhos” que eu gosto muito, vou recomendar para vocês Wish, do Clamp, lançado aqui no Brasil pela JBC em 2015.

O mangá conta a história de Kohaku, um anjo que está na Terra para cumprir uma missão para Deus. No meio do caminho, ele acaba tendo um problema e fica preso, até ser salvo por um humano – o médico Shuichiro. Em agradecimento, Kohaku quer realizar um desejo que Shuichiro tenha, mas ele se recusa, afirmando que não possui nada que ele queira ver realizado. O anjo, então, decide ficar com o humano até que possa realizar esse desejo.

A história, é claro, possui algumas reviravoltas – inclusive com alguns demônios que também começam a morar na casa do Shuichiro (e que estão mais para o estilo “pregar peças” do que “vou te levar para o inferno”). Nós descobrimos também qual era a missão original dada ao Kohaku por Deus, e ela apresenta uma grande complicação.

Em geral é um mangá bem bonitinho, bem fofinho. O final, contudo, eu achei meio “hã?”, bem no estilo CLAMP de ser. É um mangá que eu recomendo para todos que gostem de histórias do CLAMP, romance ou até mesmo histórias de fantasia levinhas e divertidas.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

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Mangás Volume Único

Como vocês já devem ter percebido, eu gosto MUITO de mangás. Comecei a colecionar quando tinha uns 12/13 anos de idade e hoje tenho tantos mangás que até os fiz de cenário para meus vídeos – na verdade, o número está tão grande que está faltando até espaço para eles na minha prateleira. E apesar de gostar bastante de comprar aquelas coleções gigantes, que demoram até mesmo alguns anos para ficarem completas (InuYasha é a minha mais nova obsessão – estou LOUCA pra JBC relançar logo a coleção, que deve durar uns 4 anos e meio pra terminar), uma das coisas que eu mais gosto de comprar são mangás volume único.

Eu realmente gosto dessa ideia de ter uma história curta, com começo, meio e fim, que você pode pegar e ler “numa sentada”, sabe? Aquela história que você compra na banca e lê durante a viagem de ônibus mesmo, ou esperando uma consulta médica, ou até mesmo como uma pausa entre os estudos ou o trabalho.

Mangás volume único, para mim, são bem relaxantes, justamente porque eu sei que não vou ter que esperar pra saber o que vai acontecer. Já está tudo ali, naquele volume que eu tenho nas mãos!

Com esse pensamento em mente, eu elaborei uma pequena lista com dicas de mangás volume único que eu tenho e que eu acho que vale a pena ter/ler.

Contrariando a minha regra geral, vou começar falando de Wanted, da Matsuri Hino, que é o mais legal e o meu favorito. Esse mangá conta a história da Armeria, uma garota que se disfarça de garoto para poder trabalhar no barco do pirata chamado Scars. Alguns anos antes, o seu amado, Luce, sobrinho do governador, foi sequestrado pelo Scars e ela agora está procurando por ele. Quando ela finalmente consegue embarcar no navio do pirata, ela tem uma inesperada surpresa.

O próximo da lista é um yaoi (até porque, se não tivesse, um desse não seria eu) que é Kamisama Onegai, da (do?) Junta Mio. Ele tem algumas histórias independentes sobre três casais gays e seus relacionamentos. É muito fofo, mas é recomendado para maiores de 18 anos, por ter algumas cenas mais “sugestivas”.

Os últimos três mangás dessa lista são histórias do (da?) Hiro Kiyohara e são um pouco mais dramáticos e pesados do que eu costumo ler.

Feridas conta a história de dois garotos, Keigo e Asato, que se conhecem em uma turma especial na escola e não conseguem mais confiar nos adultos. Eles descobrem que Asato tem um poder especial de tirar as feridas das pessoas e passar para o seu próprio corpo. Só que isso acaba se tornando um problemão.

Só você pode ouvir é sobre uma garota, Ryo, que tinha muita dificuldade de fazer amigos. Ela estava sempre sozinha e desejava muito um celular, para poder se enturmar com os outros adolescentes. Ela, então, cria um celular na cabeça dela e, um dia, ele começa a tocar e uma pessoa conversa com ela por meio dele.

O último é Tsumitsuki – espírito da culpa, que fala sobre espíritos que se alimentam da culpa das pessoas. Este também é um mangá que possui algumas histórias “independentes” sobre pessoas que desaparecem por conta desses espíritos.

No vídeo ali embaixo, eu falo sobre todos os mangás volume único que eu tenho e quais eu recomendo ou não e porquê. Eu espero que vocês gostem!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Sword Art Online

saomusicmodpic.jpgSword Art Online (SAO) é, originalmente, o título de uma light novel seriada, cujo 1º volume foi lançado no Japão em 2009. De lá pra cá, já foram lançados 18 volumes da light novel, que também foi adaptada para anime (com 2 séries) e para mangá (com 8 séries). Essa review é focada nos 2 mangás que foram lançados aqui no Brasil pela Panini: Aincrad (2014, 2 volumes) e Fairy Dance (2015, 3 volumes).

Aincrad é o mangá que acompanha a 1ª temporada do 1º anime. A história se passa ao redor do lançamento de um novo jogo de videogame, chamado de Sword Art Online, que é um Virtual Reality Massively Multiplayer Online Role-Playing Game (VRMMORPG). Em resumo: para jogá-lo, é necessário um aparelho chamado de Nerve Gear, que intercepta as informações processadas pelo cérebro dos jogadores e envia impulsos neurais de forma o jogador tem a sensação de que ele está efetivamente “dentro” do jogo.

No primeiro dia de lançamento do SAO, as pessoas começam a perceber que não conseguem se deslogar do jogo e “voltar ao mundo real”. Um pouco depois, todos são transferidos para a praça principal do início do jogo, que é quando descobrem que eles efetivamente não vão mais conseguir sair dali enquanto não derrotarem todas as fases. Eles também são informados que qualquer tentativa de retirar o Nerve Gear à força resultará na morte imediata do jogador, bem como que se eles morrerem no jogo, também morrerão na vida real.

O personagem principal da história é o Kirito, que foi um dos jogadores que testaram o jogo logo antes dele sair e é um dos personagens mais poderosos da história. Ele passa ter um relacionamento com Asuna, uma jogadora muito famosa, vice-líder da maior guilda de SAO – os Cavaleiros do Juramento de Sangue. O mangá então foca um pouco no relacionamento dos dois enquanto lutadores das “linhas de frente” – os jogadores que estão indo derrotar os chefes de cada fase.

A história de Fairy Dance se passa depois que os jogadores já saíram de SAO e acompanha a 2ª temporada do 1º anime. Algumas pessoas (cerca de 300) ainda estão presas a seus Nerve Gears – inclusive a Asuna. A resposta para esse mistério parece estar em um outro VRMMORPG, chamado Alfheim Online. Kirito então resolve entrar nesse novo jogo na tentativa de salvar Asuna – e recebe uma ajuda que ele não esperava no meio do caminho.

Para quem já viu o anime, os dois mangás (principalmente o primeiro) parecem um pouco mais corridos do que a animação.

No anime é possível ver mais da vida dos personagens dentro do jogo, como eles criaram uma sociedade ali dentro, o que eles faziam além de somente tentar sair dali. É preciso lembrar que eles ficaram 2 anos presos dentro do SAO, então haviam vários momentos de descanso e de outras coisas que eles faziam além de somente lutar nas linhas de frente. O mangá de Aincrad só tem dois volumes, então ele é basicamente focado no desenvolvimento do relacionamento do Kirito com a Asuna e o objetivo de “sair do jogo”.

O anime é bem divertido, então vale a pena assistir, mas a história não tem nada de revolucionária. Quem já viu outros animes com essa temática (tipo .hack e Log Horizon) não vai redescobrir a roda aqui não. Porém, quem gosta desse tipo de anime é bem capaz de gostar de SAO também.

O mangá é curtinho, mas que não vale a pena ser comprado logo de cara. Não é uma história que agrada todos os públicos, então é preferível ler antes na internet para saber se você vai querer tê-lo mesmo na sua coleção.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: FullMetal Alchemist

fmab-posterFullmetal Alchemist é um mangá escrito pela Hiromi Arakawa, e foi lançado pela primeira vez no Brasil em 2007, pela editora JBC, em 54 volumes (de meio tankōbon). Agora em 2016, a JBC está relançando a série no formato original (27 tankōbons).

O mangá conta a história dos irmãos Elric – Edward e Alphonse – que moram numa cidadezinha chamada Resembool, no país militar de Amestris. Eles perdem a mãe quando ainda são crianças e como o pai saiu de casa algum tempo antes e nunca deu notícias, acabam sendo acolhidos pela vizinha, Pinako Rockbell, que já cuidava da neta órfã – Winky.

Pouco depois da morte da mãe, os irmãos Elric decidem ressuscitá-la utilizando da Alquimia. A experiência sai incrivelmente errado e, no processo, Edward perde a perna e Alphonse perde seu corpo inteiro. Numa tentativa se salvar o irmão, Edward sacrifica o próprio braço, de forma que consegue fixar a alma de Alphonse numa armadura de metal.

Os dois passam a buscar a Pedra Filosofal – um objeto místico que, reza a lenda, seria capaz de suprimir a “Lei da Troca Equivalente” da equação da alquímica, de forma que eles pudessem recuperar seus corpos. Para tanto, Edward se alista no exército, como um Alquimista Federal, recebendo a alcunha de Alquimista de Aço (Fullmetal Alchemist em inglês e Hagane no Renkinjutsushi em japonês).

Esse é, basicamente, o pano de fundo do começo da história. Amestris é um país militar, que no passado se envolveu em um massacre terrível contra o povo de Ishbal, e esse massacre do passado acaba tendo grandes influências no presente e no comportamento de vários dos nossos personagens.

Pessoalmente, FMA é um dos meus mangás favoritos (está no TOP 10), apesar de não assistir muito os animes (foram feitos dois animes e 2 filmes animados baseados na história). A história é envolvente e intrigante e os personagens são muito divertidos e apaixonantes. O leitor consegue rir, se exasperar e até chorar com a trama que se desenrola (quem já leu se lembra da cena “da chuva” e sabe do que eu estou falando).

Pra quem ainda tem dúvida, não tenha mais: vale a pena ler a história.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan