Bullet Journal

E na minha incansável jornada atrás de uma forma de me manter mais organizada, eu encontrei o bullet journal, uma coisa que mistura agenda, caderno de anotações, calendário, diário e o que mais você queira. Eu descobri o bullet journal através desse link do buzzfeed (que está em inglês, eu sei, mas eu vou falar sobre a maioria do que está lá aqui nesse post) e fui procurar algumas referências no instagram sobre esse negócio (aqui, aqui e aqui são os meus favoritos).

Mais especificamente falando, o bullet journal é um método de organização em que você coloca TUDO o que você precisa/quer em formato de “bullet points” – ou seja, listas com tópicos sucintos. A ideia aqui é que você não “perca muito tempo” (entre aspas porque essa ideia do tempo é uma outra discussão) com as suas anotações, sempre preferindo frases curtas às longas sentenças.

Ele geralmente vai começar com um índice, que você deixará em branco para ser preenchido depois. Esse índice tem como objetivo facilitar que você encontre as suas anotações – é para isso, inclusive, que todas as páginas do seu journal recebem uma numeração. Veja os exemplos.

Além do índice, é muito comum você encontrar sessões de aniversários, planejamentos futuros, planejamentos mensais e o registro diário – este último sendo o local onde você vai escrever suas listas de afazeres e notas do dia. O bom do bullet journal é que ele é personalizado por quem o está utilizando. Essas sessões, então, podem ser modificadas pela própria pessoa da forma que lhe for mais conveniente.

Pessoalmente falando, eu tentei dar uma chance para a ideia, mas não fiquei muito convencida. Não sei se era o caderno que eu utilizei (com pautas) ou se o “freestyle” realmente não é pra mim, mas não consegui me adaptar.

Nesse ano de 2017, inclusive, comprei um planner (a.k.a. uma agenda diferente, grande e cara) e estou AMANDO. A estrutura fixa, já com todos os meses/dias apontados me deixa muito mais tranquila na hora de manter meus compromissos em ordem.

No ano que vem eu estou planejando misturar a ideia do planner com o bullet journal – quero criar algo que tenha mais a minha cara e as “sessões” que eu realmente preciso, mas já deixando organizado todos os dias/meses do ano para que eu não me perca.

Para quem não gosta muito de agenda porque a considera muito rígida ou fixa, o bullet journal parece ser um ótima ideia de organização que não prende muito a mão de quem o está utilizando.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Abertura da lente e velocidade do obturador

E seguindo na linha de “como controlar a luz na hora da fotografia”, nós temos a abertura da lente (ou abertura do diafragma) e a velocidade do obturador, que são duas das formais mais simples de garantir que sua foto vai ficar como vocês deseja.

A abertura da lente refere-se ao tamanho que a sua lente/diafragma vai abrir quando o disparador for acionado. É quase como se fosse a pupila do nosso olho (olha aí a comparação com o olho de novo!), que aumenta de tamanho quando tem pouca luz e diminui quanto tem muita luz.

Na lente funciona da mesma forma: quanto maior for a abertura, mais luz vai entrar; e quanto menor for a abertura, menos luz entra. Por isso, em dias ou locais muito claros, você pode usar aberturas menores, para não superexpor a sua foto. Por outro lado, à noite ou em locais mais escuros, recomenda-se a utilização de aberturas maiores, para a foto ficar melhor iluminada.

A abertura máxima do diafragma é indicada na própria lente (afinal, é uma característica diafragma.jpgda lente, e não da câmera) pelo número de “f.”. Mas é importante saber duas coisas sobre esse “f.”:

  1. Quanto menor o valor de “f.”, mais aberta a lente pode ficar; e quanto maior o valor de “f.”, menor será a abertura – é uma relação INVERSA.
  2. Lentes do tipo “zoom” possuem valores máximos de “f.” variáveis. Nesses casos, o primeiro “f.” é maior abertura no zoom mínimo e o segundo “f.” é a maior abertura no zoom máximo. Exemplo: em uma lente 18-55mm (que possui zoom variável entre 18mm e 55mm) com f.3,5-5,6, quando o zoom está em 18mm, o “f.” máximo será de 3,5. Por outro lado, quando o zoom está em 55mm, o “f.” máximo será de 5,6.

Ainda nesse tópico, uma coisa importante para se saber é que, em geral, lentes com grandes aberturas (1.8, 1.4 ou até 1) são lentes melhores, porque permitem uma passagem melhor da luz em condições “não-tão-favoráveis”. Por conta disso, elas tendem a ser mais caras que as lentes mais comuns (que possuem aberturas médias de 2.5 ou 3.5.

PROFUNDIDADE-DE-CAMPO-horizontalAlém da sua importância quanto à passagem de luz, a abertura da lente também influencia na chamada profundidade de campo – aquela coisa de “embaçar” o fundo ou a frente da foto. Ainda vou falar sobre profundidade de campo em outro tópico (porque existem outras coisas que também interferem), mas, em geral, quanto maior a abertura (menor o “f.”), mais fácil de desfocar as coisas. Quanto menor a abertura, a tendência é ter menos desfoque atrás e na frente do seu objeto principal.

O outro ponto desse texto é a velocidade do obturador.

O obturador é um dispositivo da câmera, que fica logo atrás da lente, e impede a luz de entrar até o momento certo (quando o disparador é acionado). Controlar a velocidade do obturador significa controlar quanto tempo este obturador ficará aberto para a luz entrar.

Nas nossas fotos do dia-a-dia, o obturador costuma ficar aberto por micro-segundos – tempos que nós, seres humanos, vamos considerar muito ínfimos. Esses tempos, inclusive, são nomeados como frações de segundo, de tão rápido que são.

Na fotografia, 1/30s a 1/125s de obturador aberto são velocidades consideradas médias na fotografia. 1/40s, por exemplo, é uma velocidade que eu costumo usar muito para fotografar.Velocidade

Olhando por essa perspectiva, 1/15s é uma velocidade bem baixa para quem está fotografando, para ser bem sincera. Uma foto a 1/15s, feita “na mão” tem uma grande chance de sair tremida ou borrada. Uma velocidade de 1s na fotografia é baixíssima, somente recomendada para quando você possui algum apoio para a câmera (como um tripé).

Velocidade alta - baixaEssas velocidades baixas, contudo, são muito interessantes quando queremos dar uma sensação de movimento para as nossas fotos. Quanto maior é a velocidade (ou seja, quanto menor o tempo que o obturador for ficar aberto), mais estática é a foto e menos movimento você tem. Quanto menor a velocidade (mais tempo aberto) maior sensação de movimento e de fluidez.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

ASTRO (아스트로)

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Sabe aquela banda que você ouve uma vez e a partir de então parece ser a única coisa que você ouve?

Pois então.

Desde que eu descobri o ASTRO, eu praticamente tive que me obrigar a ouvir algo que não seja uma música deles.

“Olá, meu nome é Maria Luísa e eu sou viciada”.

O ASTRO é uma banda de K-pop, que fez a sua estreia no dia 23 de fevereiro de 2016, tendo sido considerada pela Billiboard uma das 10 melhores novas bandas coreanas desse ano (ficando em 5º lugar). A banda foi formada pela Fantagio Music e seus integrantes foram todos participantes do programa iTeen da gravadora.

Antes do seu “debut” oficial em fevereiro, os seis membros da banda participaram de uma série, “To Be Continued”, que foi ao ar em agosto de 2015 (e todos os seus 12 episódios estão disponível na Netflix, para a nossa felicidade). Além disso, também fizeram parte de um mini reality show, “ASTRO Ok! Ready”, que foi ao ar em janeiro de 2016 e possui 5 episódios. Ambas as produções visavam a divulgação da nova banda montada pela Fantagio.

Eles já lançaram três mini álbuns: Spring Up (em 23/02/2016), Summer Vibes (em 01/07/2016) e Autumn Story (em 10/11/2016).
Mas vamos falar dos meninos, que é o que realmente interessa:

makestar-JINJIN2.jpgJinjin

Nome: Park Jinwoo.

Idade: 20 anos (15/03/1996).

É o líder, dançarino guia e rapper principal.

MJwhatsapp-image-2017-01-05-at-22-18-37

Nome: Kim Myungjun.

Idade: 22 anos (05/03/1994).

É o vocalista principal.

whatsapp-image-2017-01-05-at-22-18-37-1Cha Eunwoo

Nome: Lee Dongmin.

Idade: 19 anos (30/03/1997).

É o vocalista guia, face¹ e visual² do grupo.


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Nome: Moon Bin.

Idade: 18 anos (26/01/1998).

É o vocalista e dançarino líder.

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Nome: Park Minhyuk.

Idade: 17 anos (25/02/1999).

É o dançarino principal e rapper líder.

whatsapp-image-2017-01-05-at-22-18-37-3Sanha

Nome: Yoon SanHa.

Idade: 16 anos (21/03/2000).

É o vocalista líder e maknae³ do grupo.

Como vocês podem ver, eles são todos muito fofos e muito talentosos.

Eu ainda não tinha “entrado” nesse mundo do K-pop, mas agora acho que já não há mais volta. Quero descobrir mais bandas e contar para vocês a minha impressão sobre elas. Então vocês podem esperar que vai vir mais coisa sobre isso por aí.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

¹ Face = membro mais popular do grupo.

² Visual = membro mais bonito do grupo. É escolhido pela gravadora.

³ Maknae = membro mais novo do grupo.

Dicionário do fandom

tumblr_static_keep-calm-and-join-fandomsUm dia você se pega gostando TANTO de alguma coisa – uma série, um livro, um filme… – que você resolve entrar na internet e buscar outras pessoas que gostem tanto daquela coisa quanto você (até porque, em geral, seus amigos estão interessados em outras coisas além daquilo). É aí que você descobre o submundo dos fóruns e das fanfics, esse lugar mágico onde a imaginação dos fãs se torna (quase) realidade.

MAS, se você é novo nesse mundo, com certeza está perdido entre tantas palavras diferentes e siglas malucas – eu já estive no seu lugar! –, com um pouco de vergonha de perguntar para alguém o que elas significam.

Este post é um pequeno dicionário para ajudar a sua vida de fangirl/fanboy um pouco mais fácil.

Fandom: é toda a coletividade de pessoas que gostam (muito) de alguma coisa. São os fãs que postam notícias, escrevem fanfics, divulgam teorias, discutem livros ou séries, etc.

Qualquer pessoa que goste de alguma coisa pode ser considerada parte do fandom? Pra mim, nem sempre.

Na minha interpretação do fandom, ele vai mais do que “apenas” gostar de algo. Ele se refere a uma comunidade de pessoas que querem, efetivamente, discutir ou, até mesmo, enriquecer aquilo que gostam.

Fangirl/fanboy: é o fã ávido de alguma coisa, o membro do fandom. Nos últimos tempos passou a ser usado para indicar qualquer um que goste muito de uma história ou até mesmo de um artista.

Canon: tudo aquilo que está escrito na/de acordo com a história original.

Fanon: tudo aquilo criado pelos fãs, seja em forma de fanfics, fanarts ou até mesmo teorias que não foram confirmadas pelo autor.

Fanfic: é uma história feita por fãs, que pode se basear em um livro, série, filme, etc. Fanfics podem ser de vários tipos e ter vários objetivos, como fazer um casal que você gosta ficar junto, mesmo que ele não fique junto na história original; ou até mesmo criar uma ideia de algo que pode ter acontecido, mas que a história original não explicou ou não deixou claro.

Ficwriter: aquele que escreve fanfics.

Fanart: são os desenhos feitos pelos fãs. Da mesma forma que as fanfics, esses desenhos podem englobar tanto coisas que, de fato, aconteceram na história original como coisas que os fãs gostariam que tivesse acontecido.

Plot: é a “linha” ou a “história” que o livro ou série (ou fanfic) segue. Para o escritor, o Plot é quase um dos primeiros passos que a pessoa faz, pois é como ela enxerga a sua história e qual será o rumo que a mesma irá tomar. Não é o texto corrido, finalizado, mas sim aquele esqueleto de ideias que irá originar a obra.

Plot Twist: ocorre principalmente quando a história parece seguir numa direção certa e previsível, mas, de repente, acontece algo totalmente imprevisível ou extraordinário. É, geralmente, algo que deixa a pessoa que está lendo (ou assistindo) surpresa, angustiada ou com aquela sensação de “mind-blowing” (em tradução literal, “cabeças explodindo”).

Spoiler: é um adiantamento de algo importante da história que você está lendo/assistindo, seja uma cena ou o final da história. Receber um spoiler, para muitas pessoas, significa acabar com a graça de ver os acontecimentos se desenrolando.

Muitos autores de fanfics, inclusive, gostam de deixar claro em seus sumários ou descrições determinados “spoiler alerts”, indicando a presença de coisas que se passam em filmes ou livros que o leitor pode ainda não ter visto.

Crossover: é a mistura entre duas histórias/dois universos diferentes. Pode acontecer tanto em fanfics quanto nas histórias originais (como ocorre atualmente com as séries de Flash e Arrow da DC).

Ship: é um casal de personagens da história que possuem envolvimento romântico. Os Ships podem tanto ocorrer na história original (sendo chamados de “canon”) quanto serem criados pelos fãs entre pessoas que não ficaram juntas originalmente (sendo chamados de “fanon”).

A palavra (e o seu verbo, “shippar”), contudo, se tornou bem comum nos últimos tempos, indicando, inclusive, casais da “vida real”. A expressão “eu shippo Fulano com Ciclano” é algo corriqueiro em conversas pelo twitter ou facebook.

OTP: sigla de “One True Pairing”, que siginifica aquele casal que você, como fã, não consegue ver separado de forma nenhuma. Você também não aceita que nenhum dos dois (ou 3, 4, 5…) daquele casal fiquem com outras pessoas.

BROTP: é aquele casal de amigos que você não consegue ver brigados (pelo menos, não por muito tempo). São os melhores amigos (os BFF’s) que sempre serão amigos e sempre estarão juntos para o que der e vier.

Slash/Yaoi: indica relacionamento romântico/sexual entre homens (dois ou mais homens).

Femmeslash/Yuri: indica relacionamento romântico/sexual entre mulheres (duas ou mais mulheres).

PWP: sigla de “Plot, What Plot?”. É uma sigla utilizada para (principalmente) fanfics que não tenham nenhuma “história” em si e que falam somente sobre um encontro sexual. Basicamente, é uma fanfic que só vai ter uma (ou várias) cenas de sexo, quase sem outro propósito.

Smut: usado para indicar as fanfics que possuem um plot, mas também possuem grande conteúdo sexual ou várias cenas de sexo.

POV: sigla de “Point of View”. Trata do ponto de vista de algum personagem da história.

WIP: sigla de “Work in progress”. Indica trabalhos que ainda não estão finalizados/ainda estão em publicação.

Hiatus: indica trabalhos que ainda não estão finalizados, mas que, por algum motivo, estão paralisados e não se sabe corretamente quando voltarão a ser publicados.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Metas de 2017

Toda virada de ano eu costumava criar aquelas metas impossíveis, do tipo “vou emagrecer 20 kg” ou então “vou juntar R$10.000,00” – quem nunca, não é mesmo?

Pessoalmente falando (ou seja, tirando todas as coisas horríveis que nos aconteceram enquanto coletividade), 2016 não foi um ano muito ruim – muito pelo contrário. 2016 foi um ano que eu consegui fazer MUITA coisa que eu pensava que não ia conseguir. Arranjei um emprego, comecei minha pós-graduação, li vários livros, voltei a escrever (um pouco, mas voltei), entrei numa academia…

Então eu decidi focar minhas metas desse ano em coisas que eu já comecei a fazer em 2016, e que me fizeram bem. 2017 vai ser o ano em que eu pretendo continuar e expandir essas coisas.

Então vamos lá:

  1. Continuar no Crossfit;
  2. Juntar $$ – não precisa ser uma quantidade fixa, mas quero controlar mais meus gastos;
  3. Deixar meu cabelo crescer;
  4. Terminar minha pós-graduação;
  5. Escrever mais (artigos, fanfics, histórias originais, posts pro blog…);
  6. Postar ao menos um vídeo por semana no canal.
  7. Colocar a página do canal em dia, com mais postagens;
  8. Chegar a 1500 inscritos no youtube – e aí eu conto com vocês para me ajudarem nessa última, ok?

Feliz ano, meu povo!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

 

O que saber antes de fazer uma tatuagem

fenix(atenção, esse texto contém palavrões e outros impropérios)

Milhares de textos e vídeos como esses já foram feitos na internet, mas ainda tem gente que parece fazer força para não entender: tatuagem é coisa séria, sim.

Eu sou do tipo de pessoa que acha que é sempre bom relembrar o “básico” quando se fala de algo tão sério assim. Por isso, resolvi sintetizar nesse texto (e no vídeo abaixo) alguns “fatos” simples sobre tatuagens (simples o suficiente para que eu, pessoa não profissional saiba) que valem sempre a pena ser lembrados:

1) Tatuagem é “para sempre” – até hoje não se tem um método que seja 100% eficaz ou definitivo para remoção das tatuagens.

Tatuar o corpo significa inserir uma determinada quantidade de tinta nas camadas mais profundas da sua pele, de forma permanente. O que quer dizer que para se remover uma tatuagem é preciso tirar essa tinta dessas camadas profundas.

Os processos de remoção com laser que temos hoje são MUITO doloridos, MUITO caros e dependem de uma série de fatores para realmente funcionarem (idade da tatuagem, qualidade da tinta, cor do desenho). Quanto mais complicações, mais sessões do laser é necessário e pode ser que não seja tudo removido.

Ou seja, é preciso pensas bastante antes de fazer algo que você vai ter para sempre no seu corpo.cyndaquil

2) Tatuagem dói – vindo de uma pessoa que já fez cinco tatuagens e tem pouca resistência para dor (sim, eu sei, eu sou uma pessoa complicada): tatuagem DÓI PARA UM EXCELENTÍSSIMO SENHOR CARALHO.

De boa mesmo.

Como eu já disse, tatuar significar colocar tinta dentro da sua pele. E como isso é feito? Com micro agulhas que ficam espetando a sua pele em uma velocidade bem alta. (Eu imagino que quem tenha medo de agulha já abandonou o texto por aqui.)

Além disso, não é UMA agulha. Cada uma das agulhas usadas pelo tatuador tem no mínimo 3 pontas! E quanto maior for a área do desenho (ou do colorido), mais pontas essa agulha vai ter.

Enfim. Dói.

laprasVocê que nunca fez uma tatuagem tem que pensar muito bem nesse ponto. Porque uma vez que o tatuador começou, não tem como ele parar (você não vai requer sair por aí com 1/4 de desenho pelo corpo, quer?).

3) Tatuagem é caro – ou pelo menos, as boas o são.

Antes de mais nada, a tatuagem é uma forma de arte – o tatuador é um desenhista, em princípio. Saber respeitar essa arte (e o seu valor) é algo muito importante para preservar o bom trabalho daquela pessoa.

Em segundo lugar, vale lembrar que o tatuador não está só “embolsando” aquele dinheiro todo livremente. Ele tem uma série de gastos do trabalho (comprar tintas, agulhas, matérias descartáveis e de higiene, aluguel de estúdio, etc) e gastos pessoais dele e de sua família (contas pra pagar, comida, etc).

Não estou dizendo, com isso, que você precisa pagar o preço que o tatuador estipulou e pronto. Existem tatuadores e tatuagens diferentes. É possível ter a mesma tatuagem feita por R$1000 e por R$500, dependendo de quem você procura (sempre lembrando que, quanto mais famoso é o tatuador, mais você paga pelo “nome” que ele possui).horus

Só peço que vocês desconfiem de preços muito baixos. Eu não conheço um tatuador de confiança que cobre, por exemplo, menos de R$70 por uma tatuagem pequena. Se você encontrou alguém que diz que vai te cobrar R$30 pra fazer alguma coisa, desconfie. Ou essa pessoa não tem experiência (nada de errado com isso, mas é algo que seria bom que você soubesse com antecedência!) ou ela não sabe desenhar muito bem ou ela não segue os procedimentos de higiene correto. Fique atento com essas coisas.

4) Tatuagem requer cuidados – cada tatuador tem seu modo de “pós-tatuagem”. Em geral, esses cuidados são: lavar e passar uma pomada “tipo Bepantol”, várias vezes ao dia, para proteger e hidratar a tatuagem nos primeiros dias; não coçar o local tatuado até cicatrizar; evitar expor o local ao sol ou sempre que ele for ficar no sol, usar protetor solar por cima do desenho, para evitar que ele desbote prematuramente.

São cuidados que aparentemente são simples, mas podem ser bem chatinhos de serem feitos. Dependendo do local que a tatuagem é feita, lavar e passar pomada várias vezes ao dia se torna um incômodo sem tamanho. (Isso sem falar nessas pomadas que grudam em TODOS os locais da sua roupa e ficam incomodando.)

Contudo, esse é um passo que não pode ser suprimido, pois ele evita que sua tatuagem inflame ou se deforme. Por isto, seguir as instruções do seu tatuador com precisão é de suma importância para conservar o seu desenho como você o imaginou.

Sabendo disso tudo, é só aproveitar o momento e ser feliz!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Teste de Bechdel

Bechdel.pngUma das grandes pautas do feminismo atual fala sobre a representatividade das mulheres – seja na política, nas empresas ou até mesmo em Hollywood. Discutimos muito a questão: se somos 50% da população mundial, porque não temos 50% de mulheres nesses locais?

O Teste de Bechdel foi criado em 1985, pela cartunista Alison Bechdel, e visa exatamente verificar a participação feminina na indústria cinematográfica (também podendo ser aplicado para livros, séries, jogos e outras mídias), através de três perguntas:

1) Existe mais de uma mulher (com falas e/ou nome) nesse filme?

2) Essas mulheres conversam entre si?

3) Elas conversam sobre algo que não seja um homem?

Parece simples, não é mesmo?

O problema é quando você VÁRIOS filmes famosos e aclamados que não conseguem responder afirmativamente a estas três perguntinhas (como Star Wars, O Senhor dos Anéis, Piratas do Caribe, 11 homens e um segredo, vários filmes da série Velozes e Furiosos…).

Não estou dizendo que o Teste de Bechdel é uma medida de qualidade do filme – muitos filmes bons não passam no teste (oi, Senhor dos Anéis!). Ele nem mesmo é um teste que vai responder se o filme tem uma temática machista ou não. Ele é só um primeiro instrumento que busca a discussão de um problema: a falta de representatividade feminina.

Dizem as más línguas que filmes com ou sobre mulheres não vendem, que o público não gosta de consumir esse produto (a não ser que sejam filmes de heroínas com pouca roupa). Só que o buraco é bem mais embaixo: a indústria hollywoodiana está dominada por homens – são eles que escrevem os roteiros, dirigem e produzem os filmes – e quando eles finalmente resolvem falar sobre mulheres, caem nos mesmos clichês: ou é uma comédia romântica água-com-açúcar com uma protagonista cabeça dura ou bobinha ou então temos uma atriz fazendo um personagem que na verdade é totalmente masculino e só colocaram uma mulher ali “para ninguém reclamar”.

Querendo ou não, nós, como sociedade, ainda temos uma visão muito limitada de quem são as mulheres ou do que é “coisa de mulher” (que atire a primeira pedra quem nunca disse “ai, que mulherzinha mais fresca” ou algo do tipo). Os filmes podem não ser a causa disso, mas com certeza ajudam na perpetuação dos estereótipos.

Trabalhar isso dentro da indústria do cinema (e da literária, dos games, etc) também é trabalhar a questão enquanto sociedade – e, quem sabe, eliminar um pouco da discriminação de gênero que vemos por aí.

Precisamos conversar sobre isso.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

A importância da luz na fotografia

(ou: Como funciona uma câmera fotográfica)

A primeira coisa que todo aspirante a fotógrafo precisa aprender é como controlar a luz para que a foto saia como ele quer. Saber como usar a luz do ambiente, como usar um flash ou rebatedor, como arrumar a câmera da forma correta ou até mesmo como trabalhar com os controles mínimos que o telefone celular te dá já é uma grande ajuda.

Para isso, é preciso entender como a foto se forma.

OlhoNo olho humano, a imagem é formada na retina. A luz do ambiente bate em um objeto, é absorvida por este e logo em seguida alguns espectros (feixes de cor) dessa luz são rebatidos, formando a cor e a dimensão do objeto. São esses espectros que entram no nosso olho e formam a imagem no fundo da nossa retina.

Nas câmeras, o funcionamento é mais ou menos o mesmo. O raio de luz rebatido entra na lente e forma a imagem no fundo da câmera.

As câmeras pinhole são as mais simples do mundo: são compostas apenas de uma caixa preta totalmente vedada com um micro furo em um dos lados. No lado oposto ao furo é colocado um papel fotográfico especial, que permite captar os raios de luz e formar uma imagem. O papel deve ser colocado em um ambiente especial e o furo fechado para não entrar luz. Quando o fotógrafo encontra o motivo a ser fotografado, ele abre o furo por alguns segundos e voilá, a foto está pronta!

Nas câmeras analógicas, a luz irá entrar pela lente e será recebida pelo filme fotográfico, que possui alguns elementos químicos especiais. Esses elementos reagem com a luz e formam o negativo da foto. Depois é preciso que esse negativo passe por um outro processo químico e físico para ser transferido para o papel fotográfico – esse processo é conhecido como revelação.Máquina

As câmeras digitais operam praticamente da mesma forma que as analógicas. A única diferença é que, no lugar do filme, fica um sensor digital. Esse sensor grava a imagem negativa e já a transforma em uma imagem positiva, salvando no cartão de memória.

No fim das contas, é fácil perceber porque a luz é tão importante na hora de fotografar: em ambientes de muita luz, o objeto não consegue absorver tudo o que está sendo emanado, acabando por refletir mais do que apenas aquele feixe normal, e a foto fica “estourada”; em ambientes de pouca luz, não existem raios o suficiente para rebater no objeto e ser captado pela câmera, o que faz com que a foto fique muito escura.

No vídeo abaixo eu explico um pouco mais (e talvez de uma forma um pouco mais clara) sobre esse assunto, confiram!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Coletor Menstrual

Coletor 1Conheci o coletor menstrual através do vídeo da JoutJout sobre o assunto e o jeitinho dela me fez comprar a ideia (e um coletor, obviamente). Isso já tem mais de um ano e meio e posso dizer que foi uma das melhores coisas que me aconteceram na época.

Eu sou do tipo de mulher que ODEIA absorventes com todas as forças (não que eu ache que alguém gosta, mas tenho amigas que são indiferentes a eles). Para mim, menstruação era sempre um tormento gigantesco.

Absorventes externos são desconfortáveis e me causam uma alergia do caramba (você, garoto que não tem noção do que eu estou falando, tente imaginar um pedaço de algodão sujo de sangue esfregando nas suas partes íntimas por duas ou três horas sem parar e me diga se isso não lhe daria alergia também). Fora que os “sem abas” nunca ficam no lugar e eu sempre acabava toda suja e manchada. Os “com abas” pareciam nunca funcionar e além de ficar suja eu ainda tinha que aguentar aquela abinha pregando na minha perna o dia inteiro.

Em resumo: um grande pesadelo.

Os adsorventes internos são só um pouco melhor. De fato, eles não têm os mesmos desconfortos dos externos, mas eu sempre ficava com a sensação que ele estava vazando o tempo todo, mesmo tendo acabado de colocar. E, o pior de tudo, eles sugam toda a lubrificação natural da nossa vagina, nos deixando ressecadas e incomodadas.

O coletor menstrual veio para mim como uma forma de resolver todos esses problemas. Ele é feito de um material antialérgico e como ele somente coleta o fluxo menstrual (que será jogado fora no vaso sanitário depois), não deixa a vagina ressecada e dolorida.

Não vou dizer que ele não tenha seus defeitos, mas confesso que significou uma grande melhora na minha qualidade de vida.

No fim das contas, o que é o coletor menstrual?

É um copinho feito de silicone hipoalérgico que, como já foi mencionado, busca coletar o sangue menstrual – e não o absorver, como é o caso dos absorventes. Ele pode ser usado por até 12 horas seguidas e é reutilizável. Assim, a mulher não “troca” o coletor, mas sim o esvazia, lava e o insere novamente na vagina.

Ele não é muito barato, custando cerca de R$70-R$100, mas por ser reutilizável e poder ser usado por até 5 (alguns dizem 10) anos, acaba ficando bem mais em conta que os absorventes tradicionais. E, além disto, ele agride muito menos o meio ambiente, já que não gera uma quantidade extra de lixo mensalmente.

Só que nem tudo é perfeito nessa vida: a utilização do coletor faz com que as mulheres fiquem muito mais em contato com o próprio corpo (o que é um ponto positivo!) e com a própria menstruação – o que pode fazer com que algumas mulheres se sintam desconfortáveis e com bastante nojo. Eu passei pela fase do “nojinho”, mas como diria JoutJout, “nojo é uma coisa que temos que guardar para as coisas certas, tipo o Bolsonaro”.

DobrasOutro ponto negativo do coletor é que a mulher precisa estar relaxada e com um certo tempo para ele ser colocado/esvaziado. Além de precisar lavar o coletor cada vez que o mesmo é esvaziado, o processo de colocá-lo na vagina exige um relaxamento da região para que ele possa entrar corretamente, de forma que não vaze nada. No vídeo abaixo eu explico como ele deve ser colocado e retirado para que vocês possam entender melhor.

Esse último ponto traz outras duas consequências que também são um pouco incômodas: em primeiro lugar, todas as vezes que o coletor for recolocado na vagina, é preciso que a mulher verifique se ele está completamente aberto, para evitar vazamentos. Em segundo lugar (e aí já é uma opinião bem pessoal minha), acredito que ele fica quase impossível (ou, pelo menos, bastante desconfortável) de ser retirado e esvaziado em um banheiro públicos – falta espaço, falta relaxamento, falta local para lavar…

Contudo, esses pequenos “problemas” em nada afetam minha relação de amor com o coletor menstrual: continuo afirmando categoricamente que foi uma das melhores coisas que aconteceram comigo. A liberdade, a segurança e, principalmente, o conforto são MUITO MAIORES do que com os absorventes comuns.

Se você ainda não testou, vale a pena superar o “nojinho” e tentar experimentar.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Recomeçando do zero

Acho que deu pra notar que eu sou uma pessoa que muda de ideia muito fácil – e não tenho nenhum pouco de medo de recomeçar as coisas do “zero” se algo não me agrada.
Isso é bom e ruim.

Dar uma nova guinada na sua vida, não ter medo de admitir que as coisas não estavam como você gostaria, construir um novo caminho – todas essas coisas são, sim, coisas boas. É bom saber que você tem opções diferentes. É bom saber que você pode mudar a qualquer momento. Acredito que essa seja uma lição que todo mundo tem que aprender em algum momento.danseu10

Ao mesmo tempo, contudo, mudar radicalmente é algo que precisa ser feito com reflexão. “O que está mesmo errado? Porque isso está me fazendo mal? COMO eu realmente posso melhorar a minha vida?” são perguntas que você precisa se fazer antes de decidir “acabar” com tudo e começar de novo – sob o risco de cair nos mesmos erros e, no fim, não mudar nada.

Com relação ao canal e ao blog: eu apaguei tudo vou começar de novo. No meu tempo, com novas “regras”, com calma e paciência. Como eu disse no vídeo, o canal não estava crescendo como eu gostaria e realmente algumas mudanças eram necessárias.
Como muito do conteúdo que eu postava por aqui estava linkado com o canal, acabei apagando tudo por aqui. Vou começar aos poucos pra ir me acostumando com a rotina. Por enquanto, vai ficar tudo relacionado – os posts serão sobre os assuntos dos vídeos -, e o futuro a gente vê como fica quando chegar.

Sejam bem vindos novamente à minha cabeça maluca e eu espero que vocês gostem da viajem.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan