Simulação das Nações Unidas

Ou Modelos das Nações Unidas, Modelos Universitários, Modelos ou simplesmente Simulações.

65c9e5_059ac3dfe0d44ac599812bbea6e1704c.pngComo o próprio nome já diz, é uma convenção ou encontro onde as pessoas que ali estão simulam uma reunião da ONU ou de algum outro órgão internacional ou até mesmo alguma reunião história, etc. Os delegados ali presentes não representam suas próprias opiniões ou interesses, mas sim as opiniões e interesses do país ou pessoa que estão representando.

Antes de começar a trabalhar com debate competitivo, era nesse tipo de coisa que eu estava envolvida, principalmente durante meu ensino médio.

(Nerd, eu? Imagina!)

Meu primeiro modelo foi uma recriação de um gabinete nazista, onde decidimos pela invasão à França e à Rússia, com alguns saltos de tempo sensacionais durante o evento.

Naquela época, as simulações estavam começando a realmente conquistar o pessoal lá no colégio. Em 2006, o pessoal do meu colégio criou sua simulação interna (chamada de CM Mundi), da qual eu fui diretora e secretária geral em 2009. Além disso, eu participei da organização do evento em 2011 e 2012, mesmo depois de já ter formado.

Em resumo: eu era MUITO viciada nesse negócio. No total, já participei de mais de 15 comitês, em várias posições diferentes.

Uma das coisas que eu mais gostava sobre as simulações era a empatia que ela gerava. É muito difícil você estudar a história e o costume de um país e não entender melhor o seu povo. Elas realmente proporcionam aquela experiência de você se colocar no lugar do outro e descobrir porque ele pensa daquela forma.

Agora, sem nenhuma falsidade, a melhor parte de toda simulação, é claro, são as pérolas. O “nhé” que eu uso muito nos meus vídeos, por exemplo, veio de uma pérola de simulação.

A melhor pérola de simulação que eu já vi, contudo, ocorreu durante a minha primeira Mini-Onu. Nós estávamos discutindo uma das cláusulas do nosso documento final, que tinha um número enorme (algo do tipo 4.3.5.2). Esse era o único problema do documento que ainda faltava para conseguirmos terminar o comitê, mas era uma cláusula muito problemática. Logo ficou cansativo ficar repetindo esse número gigante o tempo todo e alguém propôs que nós nos referíssemos à esta cláusula simplesmente como “cláusula X”. Todos concordamos e, a partir daquele momento, só falamos da “cláusula X”.224173_1694635131858_2318422_n.jpg

Em um determinado momento, um dos delegados termina o seu discurso falando as palavras “cláusula X” (algo como “não vamos poder fazer isso por causa da cláusula X”). No segundo de silêncio que seguiu ao fim do discurso dele, o diretor do comitê solta um “aquela que se misturada com açúcar, tempero e tudo que há de bom, resultará nas meninas superpoderosas” com uma voz muito séria.

Meu comitê explodiu.

A situação foi tão engraçada que demorou uns 15 minutos para que a ordem fosse restabelecida.

E você? Qual foi a pérola mais engraçada que você já ouviu?

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Diário do Debatedor #04: Moção, definição e desafio

A primeira das questões que se apresenta quando pensamos em debate competitivo é “o que é, exatamente, uma moção?”.

A moção do debate é a forma que os organizadores têm de passar o tema daquela rodada aos debatedores que ali estão participando. Como estamos falando de competições que, em geral, são baseadas em discussões que ocorrem num Congresso, a moção do debate pode ser definida como “um tópico parlamentar para ser discutido em assembleia”.

Existem dois tipos de moções usados nos debates competitivos:

  1. Moções propositivas – remetem a uma ação que aquela casa parlamentar deverá implementar. Elas aparecem na forma de “Esta casa vai fazer / implementar / aplicar alguma coisa”. Como se referem a uma ação, elas exigem que o debatedor elabore uma proposta prática sobre o tema (“como” aquela ação será implementada na realidade).
  2. Moções principiológicas ou valorativas – buscam um debate que seja mais filosófico, moral, valorativo. Seu modelo principal é “Esta casa acredita em algo / discorda de alguma coisa”. São debates que envolvem uma discussão de “certo ou errado”.

Após a apresentação da moção, é função do 1º Membro da Defesa realizar a definição do debate.

A definição ela dá a direção (dentro do tema delimitado pela moção) que o debate deve seguir. Ela deve: dar significado a quaisquer termos da moção que precisem ser esclarecidos, demonstrar os problemas e a relevância daquele debate e, para moções propositivas, apresentar a proposta que os debatedores tem para resolver aquele problema.

Uma boa definição responde as seguintes perguntas:

  1. O que exatamente estamos debatendo?
  2. Por que estamos debatendo?
  3. Qual a importância desse debate para a audiência?
  4. Como vamos resolver o problema? (para moções propositivas)

É preciso observar que a definição pode, sim, restringir o debate, desde que não o faça de má-fé – ou seja, de uma forma que viole as regras e que impeça quase que totalmente o andamento de debate. Definições que violam as regras são conhecidas como não-razoáveis e podem ocorrer em três situações:

  1. Quando há uma limitação espacial ou temporal que não se espera que os debatedores tenham conhecimento sobre ela. Exemplo: quando uma moção é apresentada no Campeonato Mineiro de Debates e versa sobre algo que está ocorrendo no tempo presente, mas a definição limita o escopo daquele debate ao Nepal ou ao século XVII.
  2. Quando a definição não possui ligação clara e lógica com a moção. Exemplo: a moção é “Esta casa legalizaria o aborto” e a definição limita aborto como sendo apenas o uso de pílula do dia seguinte. No nosso ordenamento jurídico, pílula do dia seguinte não é um método abortivo e já é permitido. Discutir sua permissão dentro da moção apresentada, portanto, não possui nenhuma lógica com o tema do aborto.
  3. Quando a definição for auto-evidente – ou seja, quando ela se remeter ou referir a algo que é completamente impossível de ser refutado ou discutido. Em geral, são definições que se remetem a Deus, alma ou qualquer outra circunstância que não possa ser provada.

Quando a definição é não-razoável, ela pode ser desafiada pelos próximos debatedores. Eu explico melhor como funciona a ordem de desafio à definição no vídeo abaixo, mas, como regra geral, quem pode desafiar é o 1º membro da próxima dupla a discursar.

O procedimento para o desafio é bem simples: quando o debatedor for reconhecido pelo juiz, ele deve fazer o desafio logo no início do seu discurso, dizendo que quer desafiar a definição e explicando brevemente, com base em um dos critérios de não razoabilidade, o porquê do desafio. É bom ficar claro que o debatedor que desafia está perdendo tempo de discurso, por isso o desafio dele deve ser bem rápido.

Após a explicação, o presidente da mesa vai parar o tempo e os juízes vão decidir (secretamente) se aceitam ou não o desafio apresentado. Outra coisa importante: os juízes decidem sobre o desafio, e não sobre a definição. Os juízes podem (ou melhor, devem) rejeitar um desafio a uma definição não razoável, se a justificativa para o desafio estiver errada.

Se o desafio for aceito, o debatedor que desafiou deve apresentar uma noção definição e é ela que valerá para o debate a partir daquele momento.

O debatedor, contudo, não terá seu tempo “de volta”, em nenhuma circunstância. Aceito ou não o desafio, o tempo será retomado de onde ele parou.

Para finalizar, eu acho que vale destacar que os juízes não podem aceitar o desafio contra uma definição “ruim” ou contra uma definição que está levando o debate para um rumo inesperado. As hipóteses de não-razoabilidade das definições são bem estritas e devem ser observadas tanto por debatedores quanto juízes.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Dicionário do fandom

tumblr_static_keep-calm-and-join-fandomsUm dia você se pega gostando TANTO de alguma coisa – uma série, um livro, um filme… – que você resolve entrar na internet e buscar outras pessoas que gostem tanto daquela coisa quanto você (até porque, em geral, seus amigos estão interessados em outras coisas além daquilo). É aí que você descobre o submundo dos fóruns e das fanfics, esse lugar mágico onde a imaginação dos fãs se torna (quase) realidade.

MAS, se você é novo nesse mundo, com certeza está perdido entre tantas palavras diferentes e siglas malucas – eu já estive no seu lugar! –, com um pouco de vergonha de perguntar para alguém o que elas significam.

Este post é um pequeno dicionário para ajudar a sua vida de fangirl/fanboy um pouco mais fácil.

Fandom: é toda a coletividade de pessoas que gostam (muito) de alguma coisa. São os fãs que postam notícias, escrevem fanfics, divulgam teorias, discutem livros ou séries, etc.

Qualquer pessoa que goste de alguma coisa pode ser considerada parte do fandom? Pra mim, nem sempre.

Na minha interpretação do fandom, ele vai mais do que “apenas” gostar de algo. Ele se refere a uma comunidade de pessoas que querem, efetivamente, discutir ou, até mesmo, enriquecer aquilo que gostam.

Fangirl/fanboy: é o fã ávido de alguma coisa, o membro do fandom. Nos últimos tempos passou a ser usado para indicar qualquer um que goste muito de uma história ou até mesmo de um artista.

Canon: tudo aquilo que está escrito na/de acordo com a história original.

Fanon: tudo aquilo criado pelos fãs, seja em forma de fanfics, fanarts ou até mesmo teorias que não foram confirmadas pelo autor.

Fanfic: é uma história feita por fãs, que pode se basear em um livro, série, filme, etc. Fanfics podem ser de vários tipos e ter vários objetivos, como fazer um casal que você gosta ficar junto, mesmo que ele não fique junto na história original; ou até mesmo criar uma ideia de algo que pode ter acontecido, mas que a história original não explicou ou não deixou claro.

Ficwriter: aquele que escreve fanfics.

Fanart: são os desenhos feitos pelos fãs. Da mesma forma que as fanfics, esses desenhos podem englobar tanto coisas que, de fato, aconteceram na história original como coisas que os fãs gostariam que tivesse acontecido.

Plot: é a “linha” ou a “história” que o livro ou série (ou fanfic) segue. Para o escritor, o Plot é quase um dos primeiros passos que a pessoa faz, pois é como ela enxerga a sua história e qual será o rumo que a mesma irá tomar. Não é o texto corrido, finalizado, mas sim aquele esqueleto de ideias que irá originar a obra.

Plot Twist: ocorre principalmente quando a história parece seguir numa direção certa e previsível, mas, de repente, acontece algo totalmente imprevisível ou extraordinário. É, geralmente, algo que deixa a pessoa que está lendo (ou assistindo) surpresa, angustiada ou com aquela sensação de “mind-blowing” (em tradução literal, “cabeças explodindo”).

Spoiler: é um adiantamento de algo importante da história que você está lendo/assistindo, seja uma cena ou o final da história. Receber um spoiler, para muitas pessoas, significa acabar com a graça de ver os acontecimentos se desenrolando.

Muitos autores de fanfics, inclusive, gostam de deixar claro em seus sumários ou descrições determinados “spoiler alerts”, indicando a presença de coisas que se passam em filmes ou livros que o leitor pode ainda não ter visto.

Crossover: é a mistura entre duas histórias/dois universos diferentes. Pode acontecer tanto em fanfics quanto nas histórias originais (como ocorre atualmente com as séries de Flash e Arrow da DC).

Ship: é um casal de personagens da história que possuem envolvimento romântico. Os Ships podem tanto ocorrer na história original (sendo chamados de “canon”) quanto serem criados pelos fãs entre pessoas que não ficaram juntas originalmente (sendo chamados de “fanon”).

A palavra (e o seu verbo, “shippar”), contudo, se tornou bem comum nos últimos tempos, indicando, inclusive, casais da “vida real”. A expressão “eu shippo Fulano com Ciclano” é algo corriqueiro em conversas pelo twitter ou facebook.

OTP: sigla de “One True Pairing”, que siginifica aquele casal que você, como fã, não consegue ver separado de forma nenhuma. Você também não aceita que nenhum dos dois (ou 3, 4, 5…) daquele casal fiquem com outras pessoas.

BROTP: é aquele casal de amigos que você não consegue ver brigados (pelo menos, não por muito tempo). São os melhores amigos (os BFF’s) que sempre serão amigos e sempre estarão juntos para o que der e vier.

Slash/Yaoi: indica relacionamento romântico/sexual entre homens (dois ou mais homens).

Femmeslash/Yuri: indica relacionamento romântico/sexual entre mulheres (duas ou mais mulheres).

PWP: sigla de “Plot, What Plot?”. É uma sigla utilizada para (principalmente) fanfics que não tenham nenhuma “história” em si e que falam somente sobre um encontro sexual. Basicamente, é uma fanfic que só vai ter uma (ou várias) cenas de sexo, quase sem outro propósito.

Smut: usado para indicar as fanfics que possuem um plot, mas também possuem grande conteúdo sexual ou várias cenas de sexo.

POV: sigla de “Point of View”. Trata do ponto de vista de algum personagem da história.

WIP: sigla de “Work in progress”. Indica trabalhos que ainda não estão finalizados/ainda estão em publicação.

Hiatus: indica trabalhos que ainda não estão finalizados, mas que, por algum motivo, estão paralisados e não se sabe corretamente quando voltarão a ser publicados.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Livros que li em 2016

Em algum post de corrente perdido no Facebook, eu desafiei meus amigos a me indicarem um número de livros que eu teria de ler no ano de 2016. Como eu tenho amigos (e primos – alô, Lucas!), eu tive que limitar a brincadeira, mas ainda assim acabei com 36 livros para ler até o fim do ano.

Confesso que não consegui cumprir minha meta. Foram 30 livros lidos neste ano de 2016, mas eu queria dividir com vocês mesmo assim.

Os livros que eu já fiz review (seja aqui no blog ou lá no canal) vão estar com o link para ela. Espero que vocês gostem.

  1. Batalha do Apocalipse, por Eduardo Spohr.
  2. Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida, por Eduardo Spohr
  3. Filhos do Éden – Anjos da Morte, por Eduardo Spohr
  4. Filhos do Éden – Paraíso Perdido, por Eduardo Spohr
  5. Star Trek – Portal do Tempo, por A. C. Crispin
  6. Pactos Cruéis V.1 – Jornada pelo Caminho do Vento, por Sérgio Santos
  7. O Segredo de Carol, por Sérgio Santos
  8. Nefer, o Silencioso, por Christian Jacq
  9. A Mulher Sabia, por Christian Jacq
  10. Paneb, o Ardoroso, por Christian Jacq
  11. O Lugar da Verdade, por Christian Jacq
  12. Um Estudo em Vermelho, por Sir Arthur Conan Doyle
  13. Avalon High, por Meg Cabot
  14. O signo dos 4, por Sir Arthur Conan Doyle
  15. O Faraó Negro, por Christian Jacq
  16. As aventuras de Sherlock Holmes, por Sir Arthur Conan Doyle
  17. Casa Palmer V.1 – Licópolis, por Simone Lore e Lud Mills
  18. As memórias de Sherlock Holmes, por Sir Arthur Conan Doyle
  19. Academia de Vampiros V. 1 – O Beijo das Sombras, por Richelle Mead
  20. Academia de Vampiros V. 2 – Aura Negra, por Richelle Mead
  21. Academia de Vampiros V. 3 – Tocada pelas Sombras, por Richelle Mead
  22. Academia de Vampiros V. 4 – Promessa de Sangue, por Richelle Mead
  23. Academia de Vampiros V. 5 – Laços do Espírito, por Richelle Mead
  24. Academia de Vampiros V. 6 – Último Sacrifício, por Richelle Mead
  25. Fangirl, por Rainbow Rowell
  26. Casa Palmer V. 2 – Bicéfalo, por Simone Lore e Lud Mills
  27. O Retorno de Sherlock Holmes, por Sir Arthur Conan Doyle
  28. Animais Fantásticos e Onde Habitam, por Newton Scamander
  29. Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, por J.K. Rowling, Jack Thorne and John Tiffany
  30. La Bodega, por Noah Gordon

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Metas de 2017

Toda virada de ano eu costumava criar aquelas metas impossíveis, do tipo “vou emagrecer 20 kg” ou então “vou juntar R$10.000,00” – quem nunca, não é mesmo?

Pessoalmente falando (ou seja, tirando todas as coisas horríveis que nos aconteceram enquanto coletividade), 2016 não foi um ano muito ruim – muito pelo contrário. 2016 foi um ano que eu consegui fazer MUITA coisa que eu pensava que não ia conseguir. Arranjei um emprego, comecei minha pós-graduação, li vários livros, voltei a escrever (um pouco, mas voltei), entrei numa academia…

Então eu decidi focar minhas metas desse ano em coisas que eu já comecei a fazer em 2016, e que me fizeram bem. 2017 vai ser o ano em que eu pretendo continuar e expandir essas coisas.

Então vamos lá:

  1. Continuar no Crossfit;
  2. Juntar $$ – não precisa ser uma quantidade fixa, mas quero controlar mais meus gastos;
  3. Deixar meu cabelo crescer;
  4. Terminar minha pós-graduação;
  5. Escrever mais (artigos, fanfics, histórias originais, posts pro blog…);
  6. Postar ao menos um vídeo por semana no canal.
  7. Colocar a página do canal em dia, com mais postagens;
  8. Chegar a 1500 inscritos no youtube – e aí eu conto com vocês para me ajudarem nessa última, ok?

Feliz ano, meu povo!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

 

#minhaopinião: O Faraó Negro

farao-negroComo vocês já devem saber, eu sou uma grande fã das séries de livros Ramsés e A Pedra da Luz, de autoria do Christian Jacq. A Pedra da Luz, inclusive, está em 3º lugar na minha lista de séries de livros preferidas da vida, perdendo apenas para O Senhor dos Anéis e Harry Potter. Tendo um bom histórico de “leituras” com o Jacq, resolvi pegar pra ler O Faraó Negro, livro de 1998, publicado pela Editora Bertrand Brasil.

Que decepção.

A história é bem fraca – em resumo, o Egito está dividido. O Baixo Egito (no delta do Nilo) é controlado por várias tribos líbias e o Alto Egito (principalmente a cidade de Tebas) vive sob as ordens do Faraó, um núbio. Um dos líderes líbios (Tefnakht) consegue reunir os demais sob uma mesma bandeira, com o objetivo de invadir o Alto Egito e unificar o país. O Faraó Piankhi, então, sai da Núbia com seu exército para defender o seu território e recuperar a área do Baixo Egito.

O problema é que nenhum dos personagens é carismático o suficiente para fazer com que o leitor se identifique e torça por ele. Não há nenhuma história pessoal realmente apaixonante.  Piankhi me pareceu uma tentativa de trazer o esplendor de Ramsés que não colou. E Tefnakht é um inimigo tão “meh” quanto o Ronan de Guardiões da Galáxia.

Além disso, as motivações são fracas e, na maior parte do tempo, não fazem muito sentido. Um exemplo claro disso é a personagem Aurora, que teve o pai morto pela guerra promovida por Tefnakht e foi violada por um dos homens mais próximos de Tefnakht, mas se apaixona por ele mesmo assim, pela “glória das Duas Terras”.

Aham, senta lá, Cláudia.

O final também é bem decepcionantes. As “batalhas” (se é que posso chamar assim) que acontecem ao longo da história são tão medíocres que a todo tempo eu me perguntava: porque eu estou lendo esse livro mesmo? Em determinados momentos dá uma vontade muito forte de pular para o último capítulo, só para saber o que acontece e pronto.

Deveria ter feito isso. Teria me poupado um tempo enorme.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Mangás Volume Único

Como vocês já devem ter percebido, eu gosto MUITO de mangás. Comecei a colecionar quando tinha uns 12/13 anos de idade e hoje tenho tantos mangás que até os fiz de cenário para meus vídeos – na verdade, o número está tão grande que está faltando até espaço para eles na minha prateleira. E apesar de gostar bastante de comprar aquelas coleções gigantes, que demoram até mesmo alguns anos para ficarem completas (InuYasha é a minha mais nova obsessão – estou LOUCA pra JBC relançar logo a coleção, que deve durar uns 4 anos e meio pra terminar), uma das coisas que eu mais gosto de comprar são mangás volume único.

Eu realmente gosto dessa ideia de ter uma história curta, com começo, meio e fim, que você pode pegar e ler “numa sentada”, sabe? Aquela história que você compra na banca e lê durante a viagem de ônibus mesmo, ou esperando uma consulta médica, ou até mesmo como uma pausa entre os estudos ou o trabalho.

Mangás volume único, para mim, são bem relaxantes, justamente porque eu sei que não vou ter que esperar pra saber o que vai acontecer. Já está tudo ali, naquele volume que eu tenho nas mãos!

Com esse pensamento em mente, eu elaborei uma pequena lista com dicas de mangás volume único que eu tenho e que eu acho que vale a pena ter/ler.

Contrariando a minha regra geral, vou começar falando de Wanted, da Matsuri Hino, que é o mais legal e o meu favorito. Esse mangá conta a história da Armeria, uma garota que se disfarça de garoto para poder trabalhar no barco do pirata chamado Scars. Alguns anos antes, o seu amado, Luce, sobrinho do governador, foi sequestrado pelo Scars e ela agora está procurando por ele. Quando ela finalmente consegue embarcar no navio do pirata, ela tem uma inesperada surpresa.

O próximo da lista é um yaoi (até porque, se não tivesse, um desse não seria eu) que é Kamisama Onegai, da (do?) Junta Mio. Ele tem algumas histórias independentes sobre três casais gays e seus relacionamentos. É muito fofo, mas é recomendado para maiores de 18 anos, por ter algumas cenas mais “sugestivas”.

Os últimos três mangás dessa lista são histórias do (da?) Hiro Kiyohara e são um pouco mais dramáticos e pesados do que eu costumo ler.

Feridas conta a história de dois garotos, Keigo e Asato, que se conhecem em uma turma especial na escola e não conseguem mais confiar nos adultos. Eles descobrem que Asato tem um poder especial de tirar as feridas das pessoas e passar para o seu próprio corpo. Só que isso acaba se tornando um problemão.

Só você pode ouvir é sobre uma garota, Ryo, que tinha muita dificuldade de fazer amigos. Ela estava sempre sozinha e desejava muito um celular, para poder se enturmar com os outros adolescentes. Ela, então, cria um celular na cabeça dela e, um dia, ele começa a tocar e uma pessoa conversa com ela por meio dele.

O último é Tsumitsuki – espírito da culpa, que fala sobre espíritos que se alimentam da culpa das pessoas. Este também é um mangá que possui algumas histórias “independentes” sobre pessoas que desaparecem por conta desses espíritos.

No vídeo ali embaixo, eu falo sobre todos os mangás volume único que eu tenho e quais eu recomendo ou não e porquê. Eu espero que vocês gostem!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

Diário do Debatedor #03: Parlibrasil – o modelo

14257761_628216880672457_4109542272933930802_o.jpgO texto de hoje visa introduzir, de uma forma sucinta, o modelo de debates adotado pelo IBD nas suas competições.

O tema do debate é apresentado aos debatedores 15 minutos antes do debate, através de uma moção – ou seja, de um tópico parlamentar que deve ser discutido em assembleia.

Assim como os demais modelos baseados no British Parliamentary, no ParliBrasil as rodadas são disputadas entre quatro duplas. Duas duplas são sorteadas para serem favoráveis à moção – são as chamadas duplas de defesa. Duas duplas são sorteadas para serem contrárias à moção – são as duplas de oposição. Ou seja, os debatedores não defendem opiniões pessoais durante o debate, mas sim o “lado” no qual foram sorteados.

Após o sorteio da moção/duplas, os debatedores têm 15 minutos para se preparar para os seus discursos.

Cada discurso possui duração máxima de 7 minutos. Durante o discurso de cada debatedor, o presidente de mesa irá realizar até 4 sinais sonoros (com um martelo ou sineta) distintos: 1) uma única batida, ao fim do 1º minuto, indicando que está aberto o tempo para requerimento de pontos de informação; 2) uma única batida, no início do 7º minuto, indicando o fim do tempo para requerimento de pontos de informação; 3) uma batida dupla, indicando que os 7 minutos de discurso acabaram; 4) batidas ininterruptas, a partir de 7 minutos e 15 segundos até que o debatedor se cale.

Como é possível perceber, o debatedor, após os 7 minutos de discurso, ainda possui 15 segundos de tolerância para terminar o que estava dizendo. Contudo, a partir de 7:15, tudo que ele disser será desconsiderado para o debate e ele irá perder pontos durante a adjudicação.

O debate possui uma ordem específica de discursos a ser seguida, dependendo do sorteio das duplas, e que pode ser resumida no seguinte quadro:

 

Discurso Pessoa Dupla
1º Membro da Defesa 1ª Dupla de Defesa
1º Membro da Oposição 1ª Dupla de Oposição
2º Membro da Defesa 1ª Dupla de Defesa
2º Membro da Oposição 1ª Dupla de Oposição
3º Membro da Defesa 2ª Dupla de Defesa
3º Membro da Oposição 2ª Dupla de Oposição
4º Membro da Defesa 2ª Dupla de Defesa
4º Membro da Oposição 2ª Dupla de Oposição

 

É preciso lembrar, ainda, que alguns debatedores possuem funções específicas a serem realizadas no debate, a saber: 1) o 1º Membro da Defesa é o responsável por fazer a Definição (explicar os termos da moção e delimitar o debate); 2) os 3º Membros (tanto de Defesa quanto de Oposição) devem fazer a Extensão (apresentar uma nova perspectiva à matéria); e 3) os 4º Membros (tanto de Defesa quanto de Oposição) devem fazer os Whips (concluir o debate e mostrar porque o seu lado “ganhou”). Tenham em mente que, nos próximos textos, eu explicarei cada um desses papéis com maior profundidade.

Depois do último discurso, os juízes se reúnem para fazer a avaliação do debate e decidir o vencedor. As posições são, então, divulgadas para os debatedores.

Uma última coisa que é preciso que os competidores saibam: os juízes não possuem autorização de intervir durante a rodada. Eles não esclarecem dúvidas (sobre regras ou temas), não proíbem os debatedores de fazer nada durante os discursos – mas tudo é devidamente anotado para ser ponderado durante a avaliação. É função dos debatedores saber as regras, entender as moções e ser cordiais com seus competidores.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Pactos Cruéis 01

A Jornada pelo Caminho do Vento é o primeiro volume da trilogia Pactos Cruéis, lançado em 2015 pelo Sérgio Santos. É uma série que se passa em um mundo fantástico, bem digno d’O Senhor dos Anéis ou d’As Crônicas de Gelo e de Fogo.

O livro nos conta sobre os irmãos Maule e Ilana, que saem de sua cidadezinha no sul do país (que está sendo assolada por uma praga terrível) para ir atrás de algo que foi tomado deles. Durante a sua jornada, o leitor é apresentado aos “Essenciais” – criaturas míticas (quase como deuses) que emprestam seu poder aos homens em troca de um preço. Só que esses Essenciais são especialistas na arte da dissimulação e da fraude, o que faz com que os preços cobrados sejam sempre superiores aos desejos atendidos (por isso o nome do livro, Pactos Cruéis).

Uma verdade: eu sou a louca do livro de fantasia. É meu gênero literário favorito de todos (alou, pessoa da geração Harry Potter falando aqui), mas nos últimos tempos eu tenho achado difícil achar um livro de fantasia que seja bom. Nesse contexto, Pactos Cruéis foi um milagre dos céus, porque meldels QUE LIVRO SENSACIONAL!!!

Eu comecei a ler e não consegui mais parar! A história é envolvente, a ambientação é incrível e os personagens são muito carismáticos. Recomendo para todo mundo, porque vale muito a pena ler esse livro.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

O que saber de francês antes de ir à França

torre-eiffelQuando eu fui à Paris (minha primeira viagem internacional!) eu fiquei MUITO ansiosa com a questão da língua. Não saber falar UMA PALAVRA da língua local me deixava com bastante medo (e se alguma coisa desse errado?), especialmente porque sempre ouvimos que franceses não falam inglês e são rudes com turistas.

Então, como boa adolescente dos anos 2000, eu resolvi procurar no Google informações sobre a língua francesa e o relacionamento dos parisienses com o inglês (que até hoje é a única língua estrangeira que eu sei falar – mal e porcamente, digamos de passagem).

O primeiro mito que eu consegui desbancar com essa pesquisa foi que franceses (especialmente parisienses) não falam inglês.

A lógica me pareceu bem razoável: Paris é uma das cidades mais visitadas do mundo (em 2014, ela ficou em 5º lugar no ranking das cidades que mais receberam visitantes, segundo essa reportagem da BBC). Como tal, é impossível que as pessoas que ali estão (especialmente aquelas com quem você, turista, mais deve interagir – vendedores, guardas, taxistas, etc) não falem ao menos inglês ou outra língua estrangeira. É disso que as pessoas vivem! Elas precisam se comunicar com quem vem de fora!

O segundo mito que eu desbanquei (com a ajuda tanto do Google quanto da minha professora de francês da época) foi a ideia de que franceses tratam turistas de forma grosseira.

A verdade (até onde eu entendi) é que eles são bem “cri-cri” com a educação e também são MUITO nacionalistas. Ou seja, eles amam a própria língua. (E talvez não gostem muito do inglês por uma questão história, vai saber…)

Então… o que acontece quando você junta esses dois fatores com um turista desavisado que sai por aí interpelando pessoas em inglês no meio da rua?

Franceses rudes.

Pois é.

A minha experiência pessoal me provou que eles não se importam de falar inglês com você, desde que não demonstre que é obrigação deles falar inglês com você.

Baseada nessa experiência eu acredito poder dizer que, fazendo um mínimo de esforço para aprender algumas palavras e frases em francês, os seus anfitriões vão ser muito mais legais com vocês do que eles seriam se você se aproximasse falando inglês.

(Juro! Até minha mãe, que não fala nada que não seja português conseguiu ser atendida por lá com educação!)

E foi pensando nisso que eu decidi fazer uma lista com as seis palavras/expressões/frases que eu acredito que você vá precisar na sua viajem para Paris.

1) Bonjour = Bom Dia (Que você pode usar tranquilamente em qualquer horário do dia ou da noite. Sou daquela opinião que você já está fazendo um esforço, eles também podem fazer um esforço de te entender.)

2) Madam/Monsieur = Senhora/Senhor (Lembra que eu falei que franceses são chatos com essa coisa de educação? Pois então, chame todo mundo de Senhor ou Senhora.)

3) Pardon/Excusez-moi = Desculpe/Com Licença (Eu sempre tenho a impressão que os dois podem ser entendidos tanto como “desculpe” quanto como “com licença”.)

4) Merci = Obrigada (É a palavra mais fácil de todas. Aprenda!)

5) Je ne parle pas france = Eu não falo francês (A expressão é um pouco maior do que as outras, mas vale a pena deixar claro que você é um turista meio perdido.)

6) Parlez-vous anglais/portugais/espagnol? = Você fala inglês/português/espanhol? (Ou escolha outra língua e seja feliz!)

Se você quer ter certeza de como essas palavras/expressões são pronunciadas, o vídeo abaixo mostra a pronúncia (mais ou menos) correta de todas elas.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan