#minhaopinião: Filhos do Éden

Em 2000 e alguma coisa, Eduardo Spohr tentou escrever uma continuação para o seu livro A Batalha do Apocalipse. A história de Ablon, o anjo guerreiro, contudo, parecia completa. Nada além do que já havia sido fe-haescrito parecia valer um novo romance inteiro.

Foi quando lhe surgiu a ideia de explorar outra parte do mundo criado pel’A Batalha: a guerra entre o Arcanjo Miguel e seu irmão, o Arcanjo Gabriel. Dessa ideia nasceu a trilogia denominada Filhos do Éden, que segue a história da Arconte Kaira, uma ishim (anjos elementais) da província do fogo, que se perde em meio a uma missão que lhe foi passada pelo Arcanjo Gabriel.

O primeiro livro da série, Herdeiros de Atlântida (2011), versa sobre a busca da Arconte pelos anjos Levih, um ofanim (anjosfe-am da guarda), e Urakim, um querubim (anjos guerreiros). No meio do caminho, eles recebem a ajuda de Denyel, um querubim que foi exilado na Terra quando do começo da disputa entre Miguel e Gabriel.

O segundo livro, Anjos da Morte (2013), conta duas histórias em paralelo: a primeira reconta a vida de Denyel como um dos Anjos da Morte de Miguel; tudo isso enquanto vemos como Kaira, Urakin e Isamel, um hashmalim (anjos punitivos), buscam terminar a missão dada a eles por Gabriel ao mesmo fe-pptempo em que procuram por um amigo perdido.

O último livro da saga, Paraíso Perdido (2015), traz a figura de Metatron, o Primeiro Anjo, aquele do qual nasceram todos os demais anjos do Paraíso. E a missão de Kaira e dos demais anjos é justamente capturar o Primeiro Anjo, que jurou destruir o paraíso.
Assim como seu primeiro livro, a série Filhos do Éden é empolgante e envolvente para o leitor (eu juro: li os três livros inteiros em uma semana porque não conseguia parar de ler!). Repleto de ação e aventura e ainda mais contos místicos e histórias fantástica que A Batalha, Filhos do Éden é outro “obrigatório” para todo fã de fantasia e aventura que há por aí.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

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#minhaopinião: A Batalha do Apocalipse

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A Batalha do Apocalipse é um livro escrito pelo Eduardo Spohr (brasileiro!) em 2007 e publicado pela Editora Verus. Ele conta a história da (tchãm, tchãm, tchãm) batalha que ocorre nos céus quando da chegada do Apocalipse.

O livro é focado na história de Ablon, um anjo da casta dos querubins (anjos guerreiros), que, há milênios atrás, decidiu começar uma guerra contra o tirano Arcanjo Miguel. Por esta rebelião, Ablon e os anjos que o apoiaram foram expulsos do Paraíso e condenados a viver para sempre na Haled (como os anjos chama o plano físico, a Terra).

Temos então duas narrativas acontecendo ao mesmo tempo: a trajetória de Ablon na Terra, desde a antiga Babel (a da Torre, lembra?), onde ele conheceu a feiticeira Shamira, até quase os dias de hoje; e o “tempo de hoje” do livro, que mostra os acontecimentos recentes que resultam na grande e prevista “Batalha do Apocalipse” – uma guerra entre os anjos do paraíso de tamanhas proporções que tem o poder de destruir a realidade como a conhecemos. As duas partes se entrelaçam de uma forma maravilhosa, tornando o livro inteiramente dinâmico e divertido de se ler.

Ablon é o típico herói com princípios, mas que não tem pudores em fazer o que for necessário para alcançar o seu objetivo – salvar a raça humana. Suas reminiscências do passado são envolventes e agradáveis, fazendo com que o leitor torça por este personagem exilado.

Pessoalmente, o que eu mais gosto nesse livro são algumas “interpretações” de fatos bíblicos que tornam a história muito mais interessante. Os “sete dias da criação” são um exemplo claro dessa situação: na obra, “dia” é utilizado como uma metáfora, já que cada um dos dias da criação, na realidade, durou milhares de anos. Eu poderia citar outros exemplos (melhores e mais chocantes), mas não quero que o livro perca sua graça.

Em resumo: A Batalha do Apocalipse é um livro que vem falar sobre política e guerra entre os anjos e é repleto de aventuras e batalhas épicas. Várias das cenas descritas são de tirar o fôlego do leitor.

Mais do que recomendado, eu me atrevo a dizer que ele deveria se tornar um obrigatório a todos os fãs de aventura e fantasia literária.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan