#minhaopinião: Casa Palmer – Bicéfalo

Outro dia eu escrevi aqui sobre Licópolis, o primeiro volume da série Casa Palmer, lançado pela Simone Lore e pela Lud Mills em 2015. Eu lembro que comentei algo sobre o livro ser “aquela coisa que a gente gosta tanto que precisa dividir com o mundo”.

Pois então.

Bicéfalo, o 2º volume da série, é possivelmente MELHOR que Licópolis.

A história de Bicéfalo começa bem na continuação de onde o 1º livro parou, contando mais sobre o funcionamento da Casa Palmer e suas articulações para a vingança contra a morte dos lobos. Nós conhecemos um pouco mais, também, do “resto do mundo” – os membros da Casa Palmer se veem obrigados a viajar para outras casa por conta de eventos sociais e, nesses momentos, coisas muito legais (que eu não vou spoilar aqui agora) acontecem.

Como eu disse no vídeo de review, a relação entre os dois livros é muito próxima – no 2º volume nós vemos o desenrolar de vários conflitos que surgiram em Licópolis.

Alguns novos personagens aparecem também, aumentando o universo da história e trazendo um pouco mais de entendimento para ele, mas o final do livro é simplesmente de tirar o fôlego.

MELDELS.

Sem spoilers, o que eu posso dizer é que não estou me aguentando de tanta tensão para que elas lancem o terceiro volume logo para que eu possa ler.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Wish

Na lista de mangás “fofinhos” que eu gosto muito, vou recomendar para vocês Wish, do Clamp, lançado aqui no Brasil pela JBC em 2015.

O mangá conta a história de Kohaku, um anjo que está na Terra para cumprir uma missão para Deus. No meio do caminho, ele acaba tendo um problema e fica preso, até ser salvo por um humano – o médico Shuichiro. Em agradecimento, Kohaku quer realizar um desejo que Shuichiro tenha, mas ele se recusa, afirmando que não possui nada que ele queira ver realizado. O anjo, então, decide ficar com o humano até que possa realizar esse desejo.

A história, é claro, possui algumas reviravoltas – inclusive com alguns demônios que também começam a morar na casa do Shuichiro (e que estão mais para o estilo “pregar peças” do que “vou te levar para o inferno”). Nós descobrimos também qual era a missão original dada ao Kohaku por Deus, e ela apresenta uma grande complicação.

Em geral é um mangá bem bonitinho, bem fofinho. O final, contudo, eu achei meio “hã?”, bem no estilo CLAMP de ser. É um mangá que eu recomendo para todos que gostem de histórias do CLAMP, romance ou até mesmo histórias de fantasia levinhas e divertidas.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Casa Palmer – Licópolis

Sabe aquela coisa que a gente gostou tanto que precisa dividir com todo mundo? Essa é a minha relação com Casa Palmer. O primeiro livro da série (Licópolis) foi lançado em 2015, pela Simone Lore e pela Lud Mills, duas autoras brasileira que eu conheço já tem algum tempo. Eu demorei um tempo pra começar a ler o livro, mas agora que eu finalmente comecei (e já terminei o segundo), estou naquela fase “louca para lançar o próximo”.

Bem resumidamente, Casa Palmer se passa em uma Terra em que, há muitos anos atrás, os vampiros viviam junto dos humanos, escondidos por meio de um feitiço. Um dia, esse feitiço cai e começa uma guerra entre humanos e vampiros – que os humanos perdem.

Atualmente, a sociedade é dividida entre três “castas”: os perenni, que são os vampiros; os durari, humanos que decidiram se aliar aos vampiros em troca de claret (sangue vampiro); e os consumeri, humanos que não fizeram o pacto dos durari, e são usados como alimento pelos perenni. Existem ainda alguns humanos que são considerados “rebeldes”, pois se escondem dos perenni e ainda tentam lutar contra eles.

A história do primeiro livro começa na Casa Palmer, uma das mais poderosas Casas dos vampiros, que é controlada pelo Mestre Andrew. Durante uma festa em homenagem Georg Lion (o mais poderoso dos perenni), os membros da Casa Palmer têm uma discussão com um perenni de outra Casa, que é colocado para fora.

Na manhã do dia seguinte, descobrem que vários Lobos da ilha (o animal símbolo da Casa Palmer) foram mortos por veneno – inclusive os filhotes do casal alfa e a beta que cuidava deles. O principal suspeito é o perenni que ocasionou a discussão no meio da festa.

Licópolis é um livro bem curtinho e bem fácil de ler, apesar de que eu achei que faltou um pouco mais de ambientação na história. Conversando com a Simone no facebook depois, ela me comentou que era para o livro ser maior, mas ele estava ficando grande demais, por isso ela e a Lud resolveram dividir a história no meio e lançar dois livros. Isso me deixou com a esperança dos próximos livros terem mais informações sobre a guerra, os rebeldes e a sociedade deles como um todo.

Outra informação interessante: os personagens principais e vários outros da história são gays – como eu disse, o Andrew é casado com o Christian. A slasher/fangirl que há em mim ficou louca com isso.

Por outro lado, eu achei que tem poucas mulheres em papeis centrais da história. Dos personagens que mais aparecem, você tem uma das senhoras de Casa (que é uma mulher trans, o que eu amei) e uma durari, que não aparecem tanto assim. Contudo, ambas trazem algumas questões profundas e muito legais para a história.

De novo, conversando com a Simone, ela comentou que existe, sim, um motivo para isso, então eu estou ansiosa para ler os próximos livros.

Em resumo: Licópolis é um livro sensacional, com uma história muito envolvente, que eu recomendo demais (tem pra comprar aqui e aqui). É o primeiro livro de uma série que promete muito – inclusive uma guerra que parece que vai ser épica!

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: O Faraó Negro

farao-negroComo vocês já devem saber, eu sou uma grande fã das séries de livros Ramsés e A Pedra da Luz, de autoria do Christian Jacq. A Pedra da Luz, inclusive, está em 3º lugar na minha lista de séries de livros preferidas da vida, perdendo apenas para O Senhor dos Anéis e Harry Potter. Tendo um bom histórico de “leituras” com o Jacq, resolvi pegar pra ler O Faraó Negro, livro de 1998, publicado pela Editora Bertrand Brasil.

Que decepção.

A história é bem fraca – em resumo, o Egito está dividido. O Baixo Egito (no delta do Nilo) é controlado por várias tribos líbias e o Alto Egito (principalmente a cidade de Tebas) vive sob as ordens do Faraó, um núbio. Um dos líderes líbios (Tefnakht) consegue reunir os demais sob uma mesma bandeira, com o objetivo de invadir o Alto Egito e unificar o país. O Faraó Piankhi, então, sai da Núbia com seu exército para defender o seu território e recuperar a área do Baixo Egito.

O problema é que nenhum dos personagens é carismático o suficiente para fazer com que o leitor se identifique e torça por ele. Não há nenhuma história pessoal realmente apaixonante.  Piankhi me pareceu uma tentativa de trazer o esplendor de Ramsés que não colou. E Tefnakht é um inimigo tão “meh” quanto o Ronan de Guardiões da Galáxia.

Além disso, as motivações são fracas e, na maior parte do tempo, não fazem muito sentido. Um exemplo claro disso é a personagem Aurora, que teve o pai morto pela guerra promovida por Tefnakht e foi violada por um dos homens mais próximos de Tefnakht, mas se apaixona por ele mesmo assim, pela “glória das Duas Terras”.

Aham, senta lá, Cláudia.

O final também é bem decepcionantes. As “batalhas” (se é que posso chamar assim) que acontecem ao longo da história são tão medíocres que a todo tempo eu me perguntava: porque eu estou lendo esse livro mesmo? Em determinados momentos dá uma vontade muito forte de pular para o último capítulo, só para saber o que acontece e pronto.

Deveria ter feito isso. Teria me poupado um tempo enorme.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Pactos Cruéis 01

A Jornada pelo Caminho do Vento é o primeiro volume da trilogia Pactos Cruéis, lançado em 2015 pelo Sérgio Santos. É uma série que se passa em um mundo fantástico, bem digno d’O Senhor dos Anéis ou d’As Crônicas de Gelo e de Fogo.

O livro nos conta sobre os irmãos Maule e Ilana, que saem de sua cidadezinha no sul do país (que está sendo assolada por uma praga terrível) para ir atrás de algo que foi tomado deles. Durante a sua jornada, o leitor é apresentado aos “Essenciais” – criaturas míticas (quase como deuses) que emprestam seu poder aos homens em troca de um preço. Só que esses Essenciais são especialistas na arte da dissimulação e da fraude, o que faz com que os preços cobrados sejam sempre superiores aos desejos atendidos (por isso o nome do livro, Pactos Cruéis).

Uma verdade: eu sou a louca do livro de fantasia. É meu gênero literário favorito de todos (alou, pessoa da geração Harry Potter falando aqui), mas nos últimos tempos eu tenho achado difícil achar um livro de fantasia que seja bom. Nesse contexto, Pactos Cruéis foi um milagre dos céus, porque meldels QUE LIVRO SENSACIONAL!!!

Eu comecei a ler e não consegui mais parar! A história é envolvente, a ambientação é incrível e os personagens são muito carismáticos. Recomendo para todo mundo, porque vale muito a pena ler esse livro.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Sword Art Online

saomusicmodpic.jpgSword Art Online (SAO) é, originalmente, o título de uma light novel seriada, cujo 1º volume foi lançado no Japão em 2009. De lá pra cá, já foram lançados 18 volumes da light novel, que também foi adaptada para anime (com 2 séries) e para mangá (com 8 séries). Essa review é focada nos 2 mangás que foram lançados aqui no Brasil pela Panini: Aincrad (2014, 2 volumes) e Fairy Dance (2015, 3 volumes).

Aincrad é o mangá que acompanha a 1ª temporada do 1º anime. A história se passa ao redor do lançamento de um novo jogo de videogame, chamado de Sword Art Online, que é um Virtual Reality Massively Multiplayer Online Role-Playing Game (VRMMORPG). Em resumo: para jogá-lo, é necessário um aparelho chamado de Nerve Gear, que intercepta as informações processadas pelo cérebro dos jogadores e envia impulsos neurais de forma o jogador tem a sensação de que ele está efetivamente “dentro” do jogo.

No primeiro dia de lançamento do SAO, as pessoas começam a perceber que não conseguem se deslogar do jogo e “voltar ao mundo real”. Um pouco depois, todos são transferidos para a praça principal do início do jogo, que é quando descobrem que eles efetivamente não vão mais conseguir sair dali enquanto não derrotarem todas as fases. Eles também são informados que qualquer tentativa de retirar o Nerve Gear à força resultará na morte imediata do jogador, bem como que se eles morrerem no jogo, também morrerão na vida real.

O personagem principal da história é o Kirito, que foi um dos jogadores que testaram o jogo logo antes dele sair e é um dos personagens mais poderosos da história. Ele passa ter um relacionamento com Asuna, uma jogadora muito famosa, vice-líder da maior guilda de SAO – os Cavaleiros do Juramento de Sangue. O mangá então foca um pouco no relacionamento dos dois enquanto lutadores das “linhas de frente” – os jogadores que estão indo derrotar os chefes de cada fase.

A história de Fairy Dance se passa depois que os jogadores já saíram de SAO e acompanha a 2ª temporada do 1º anime. Algumas pessoas (cerca de 300) ainda estão presas a seus Nerve Gears – inclusive a Asuna. A resposta para esse mistério parece estar em um outro VRMMORPG, chamado Alfheim Online. Kirito então resolve entrar nesse novo jogo na tentativa de salvar Asuna – e recebe uma ajuda que ele não esperava no meio do caminho.

Para quem já viu o anime, os dois mangás (principalmente o primeiro) parecem um pouco mais corridos do que a animação.

No anime é possível ver mais da vida dos personagens dentro do jogo, como eles criaram uma sociedade ali dentro, o que eles faziam além de somente tentar sair dali. É preciso lembrar que eles ficaram 2 anos presos dentro do SAO, então haviam vários momentos de descanso e de outras coisas que eles faziam além de somente lutar nas linhas de frente. O mangá de Aincrad só tem dois volumes, então ele é basicamente focado no desenvolvimento do relacionamento do Kirito com a Asuna e o objetivo de “sair do jogo”.

O anime é bem divertido, então vale a pena assistir, mas a história não tem nada de revolucionária. Quem já viu outros animes com essa temática (tipo .hack e Log Horizon) não vai redescobrir a roda aqui não. Porém, quem gosta desse tipo de anime é bem capaz de gostar de SAO também.

O mangá é curtinho, mas que não vale a pena ser comprado logo de cara. Não é uma história que agrada todos os públicos, então é preferível ler antes na internet para saber se você vai querer tê-lo mesmo na sua coleção.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: A Pedra da Luz

O que dizer dessa coleção de livros que é a minha terceira favorita em todo o mundo (perdendo apenas para Harry Potter e O Senhor dos Anéis)?

A Pedra da Luz é uma série de quatro livros, escrita pelo Christian Jacq (o mesmo autor de Ramsés) e publicada pela Bertrand Brasil. A história se passa no Lugar da Verdade, uma confraria egípcia altamente secreta, responsável por escavar as moradas eternas dos Faraós no Vale dos Reis. Somente os artesãos e sacerdotisas escolhidos pela deusa Mâat e aceitos pelo Tribunal de Admissão podem adentrar em seus muros e conhecer os segredos das profissões ali desenvolvidas, que são guardados a sete chaves.

O primeiro volume, Nefer, o Silencioso, conta sobre o pedido de admissão de Silencioso (um filho de um artesão que saiu do vilarejo buscado o chamado da deusa) e de Ardoroso (filho de um fazendeiro que tem o desejo de ser pintor) aos quadros da confraria. Nesse volume também somos apresentados a Mehy, um tenente do exército egípcio, que tem como missão de vida destruir o Lugar da Verdade e roubar a Pedra da Luz, o grande tesouro da confraria.

O segundo volume, A Mulher Sábia, relata a instabilidade política ocasionada pela morte do Faraó e as incertezas que os artesãos passam nesse período. Temos, também, a escolha de uma nova Mulher Sábia – a protetora e mãe de todos no vilarejo.

No terceiro volume, Paneb, o Ardoroso, novamente o vilarejo vive momentos de incerteza, tendo em vista as várias oscilações de poder no Egito. Além disso, suspeita-se da existência de um traidor entre os artesãos, o que pode colocar toda a Obra em risco.

No último volume, Lugar da Verdade, temos um novo mestre-de-obras sendo escolhido pelo Tribunal, além de vários perigos que nascem da urgência de Mehy e do traidor de roubarem os segredos da confraria. Um novo Faraó é coroado e caba ao novo mestre-de-obras manter seus artesãos no caminho de Mâat para garantir a execução da Obra.

Como eu já disse nesse texto: eu amo essa série. Ela tem ação, tem misticismo, tem um toque de realidade e de história – enfim, tudo o que eu gosto num livro. A ambientação (assim como no Ramsés) é muito boa. O leitor tem realmente a sensação de ler algo que realmente se passou no Egito Antigo – mesmo com todas as “manifestações divinas” do texto.

Essa é uma daquelas recomendações que eu faço para todo mundo que goste de ler.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: Ramsés

Ramsés II (ou Ramsés, o Grande) foi um dos faraós da XIX dinastia egípcia e reinou, aproximadamente, entre 1279 a.C. e 1213 a.C. Seu reinado foi um dos mais notórios do Antigo Egito, com seu nome ressoando até os dias de hoje – sendo que uma parte de sua fama atual advém do romance Ramsés, escrito pelo egiptólogo Christian Jacq e lançado em 1995.

Em seus cinco livros (O filho da luz, O templo de milhões de anos, A batalha de Kadesh, A dama de Abu-Simbel e Sob a acácia do ocidente) Ramsés reconta a trajetória do Faraó Ramsés, o Grande, desde sua adolescência (antes de se tornar faraó) até a sua morte, no final do seu reinado. A história perpassa pelas provações enfrentadas pelo jovem Ramsés, seu casamento com Nefertari, as tentativas de seu irmão de tomar trono, a guerra com os hititas, traições de amigos e até a presença grega em seu território.

O autor, Christian Jacq, é egiptólogo, o que torna a ambientação do texto (especialmente quando falamos de hábitos locais e da localização dos fatos) bem confiável. Contudo, vale sempre lembrar que Ramsés é um romance fictício e, como tal, possui INÚMERAS diferenças com a realidade dos fatos da época.

A primeira grande diferença com a realidade é o intenso misticismo que permeia a história. Por diversas vezes os deuses interferem na trama da história e a magia é claramente utilizada como explicação de vários pontos (até mesmo com algumas sacadas que te fazem pensar “uhum, sei”). Outro ponto a ser destacado é o êxodo dos hebreus, que não aconteceu na época de Ramsés, o Grande, mas ainda assim é trazido como um elemento da história.

Apesar disso (ou talvez por isso), como fã de literatura fantástica e de história antiga, eu me apaixonei perdidamente pela série. Vale cada minuto de leitura

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan

#minhaopinião: A Batalha do Apocalipse

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A Batalha do Apocalipse é um livro escrito pelo Eduardo Spohr (brasileiro!) em 2007 e publicado pela Editora Verus. Ele conta a história da (tchãm, tchãm, tchãm) batalha que ocorre nos céus quando da chegada do Apocalipse.

O livro é focado na história de Ablon, um anjo da casta dos querubins (anjos guerreiros), que, há milênios atrás, decidiu começar uma guerra contra o tirano Arcanjo Miguel. Por esta rebelião, Ablon e os anjos que o apoiaram foram expulsos do Paraíso e condenados a viver para sempre na Haled (como os anjos chama o plano físico, a Terra).

Temos então duas narrativas acontecendo ao mesmo tempo: a trajetória de Ablon na Terra, desde a antiga Babel (a da Torre, lembra?), onde ele conheceu a feiticeira Shamira, até quase os dias de hoje; e o “tempo de hoje” do livro, que mostra os acontecimentos recentes que resultam na grande e prevista “Batalha do Apocalipse” – uma guerra entre os anjos do paraíso de tamanhas proporções que tem o poder de destruir a realidade como a conhecemos. As duas partes se entrelaçam de uma forma maravilhosa, tornando o livro inteiramente dinâmico e divertido de se ler.

Ablon é o típico herói com princípios, mas que não tem pudores em fazer o que for necessário para alcançar o seu objetivo – salvar a raça humana. Suas reminiscências do passado são envolventes e agradáveis, fazendo com que o leitor torça por este personagem exilado.

Pessoalmente, o que eu mais gosto nesse livro são algumas “interpretações” de fatos bíblicos que tornam a história muito mais interessante. Os “sete dias da criação” são um exemplo claro dessa situação: na obra, “dia” é utilizado como uma metáfora, já que cada um dos dias da criação, na realidade, durou milhares de anos. Eu poderia citar outros exemplos (melhores e mais chocantes), mas não quero que o livro perca sua graça.

Em resumo: A Batalha do Apocalipse é um livro que vem falar sobre política e guerra entre os anjos e é repleto de aventuras e batalhas épicas. Várias das cenas descritas são de tirar o fôlego do leitor.

Mais do que recomendado, eu me atrevo a dizer que ele deveria se tornar um obrigatório a todos os fãs de aventura e fantasia literária.

Um beijo e até a próxima.

Malu Chan